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Seguro "em princípio" contra descongelamento de propinas

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Foto Lusa

O candidato presidencial António José Seguro afirmou hoje que seria, em princípio, contra o descongelamento das propinas, mas ressalvou que teria de ver o decreto que eventualmente lhe chegasse para promulgação ou veto.

Numa pequena entrevista à rádio da Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT), quando questionado sobre que posição teria enquanto Presidente da República face a uma eventual aprovação do descongelamento das propinas, o candidato presidencial começou por dizer que não se pronuncia "sobre decretos que possa vir a promulgar sem os conhecer na realidade".

"O que não quer dizer que eu não tenha um princípio. E o princípio é muito simples. O ensino superior deve ser tendencialmente gratuito, como se sabe, como está, digamos, na nossa Constituição", disse na entrevista.

Mais tarde, na conclusão do seu raciocínio, voltou a dizer que "depende do decreto" que eventualmente lhe chegasse, enquanto Presidente da República caso vença as eleições de 08 de fevereiro, ao Palácio de Belém.

"Mas, em princípio, esta é a minha posição. Portanto, é uma posição no sentido de não", frisou.

Para António José Seguro, "o desbloquear do preço das propinas", ainda que no primeiro ano fosse "uma coisa pouco significativa, poderia abrir a porta a aumentos significativos de propinas".

"Isso poderia colocar muitas dificuldades a que muitos jovens tivessem dificuldades no acesso ao ensino superior. Portanto, eu diria que há outras prioridades onde se deve mexer", considerou.