“Os desfiles não podem durar três ou quatro horas”
Albuquerque admite ajustes futuros no Carnaval, mas afasta mudanças para já
O presidente do Governo Regional afirmou que a divisão do cortejo da Festa da Flor em dois desfiles resultou da necessidade de acomodar o crescente número de participantes, afastando, para já, a aplicação do mesmo modelo ao Carnaval.
À margem de uma iniciativa pública, Miguel Albuquerque explicou que a decisão de desdobrar o cortejo em dois domingos foi tomada em concertação com os grupos e participantes, depois de se constatar que o desfile se tornara demasiado longo e pouco funcional. Segundo o governante, a solução permite garantir qualidade, melhor organização e satisfação geral.
O presidente do Executivo regional sublinhou que, com dois desfiles, todos os grupos podem participar, o cartaz fica mais completo e o programa distribui-se melhor ao longo do tempo, evitando a concentração excessiva de actividades num único fim-de-semana. Na sua opinião, o novo modelo traz benefícios tanto para os participantes como para o público.
Relativamente ao Carnaval, Miguel Albuquerque reconheceu que começam a surgir constrangimentos semelhantes, devido ao aumento do número de pessoas interessadas em participar, sobretudo nas baterias. Admitiu que, no futuro, poderão ser equacionadas soluções, mas frisou que, para já, não existe qualquer decisão nesse sentido.
O governante salientou ser essencial que os desfiles não se prolonguem por três ou quatro horas, considerando que essa duração é incomportável e retira interesse aos eventos.
Questionado sobre a manutenção da tolerância de ponto na quarta-feira a seguir ao Carnaval, quando a grande noite de folia passou a ser a véspera do Entrudo, Albuquerque afirmou que a tradição deve manter-se, sublinhando que não faz sentido alterar aquilo que tem funcionado bem ao longo dos anos.