‘Marítimo Nacional União FC’, a sociedade desportiva que não passou do papel
‘Canal Memória’ ruma a 1997
Estávamos no início de 1997 quando o então secretário regional de Educação, Francisco Santos, desencadeou o processo de audição dos presidentes dos clubes, com o intuito de criar uma sociedade desportiva única que abarcasse Marítimo, Nacional da Madeira e União.
O nome para a sociedade deveria contar com o ‘contributo’ dos três clubes, pelo que em cima da mesa estava a designação Marítimo Nacional União FC. O objectivo era continuar a dar ‘destaque’ aos clubes, não só através do nome, mas também das cores que envergariam nos equipamentos.
Uma fonte ouvida pelo DIÁRIO avançava que esta seria a melhor solução, tendo em conta as dificuldades financeiras, que colocavam em risco a continuidade dos clubes.
O Nacional parecia ser o clube mais aberto e cooperante com este projecto e, numa primeira instância, o União colocava de parte aderir à ideia. A sociedade desportiva destinava-se apenas ao futebol de alta competição, pelo que os clubes se mantinham como colectividades autónomas nas restantes áreas.
O projecto previa que os salários fossem modestos, mas os prémios de jogo mais aliciantes, fomentando o busca por resultados positivos.