Victor Freitas sublinha que Seguro está acima dos partidos e “será presidente de todos os portugueses”
A intervenção inicial na sessão plenária desta quinta-feira esteve a cargo de Victor Freitas (PS), que aproveitou para elogiar o candidato António José Seguro, por estar “acima dos partidos” e que “não será um presidente de uns contra os outros, será o presidente de todos os portugueses”.
O deputado socialista garante que Seguro, apesar de ter sido secretário-geral do PS, não será um presidente de um partido. “Como se referiu o candidato António José Seguro na noite eleitoral e passo a citar ‘Esta não é uma candidatura partidária, nem nunca será. É a casa de todos os democratas que, num momento difícil do nosso país, se unem para preservar o fundamental: o nosso chão comum. Todos os democratas são bem-vindos. Aqui não há reserva do direito de admissão”.
Victor Freitas disse que “muitos já esqueceram o episódio do orçamento de estado de 2012, que demonstra quem é de facto António José Seguro”. “Numa situação difícil para o país a abstenção de António José Seguro, viabilizou o Orçamento do Estado (OE) de 2012 do governo de Pedro Passos Coelho (PSD/CDS-PP), permitindo a sua aprovação com uma margem mínima. A abstenção foi crucial para viabilizar o governo e políticas de austeridade”, lembrou o deputado do PS.
Acrescentou que “António José Seguro garante o respeito pela Constituição, pelo Estado de Direito, é moderado e não embarca em radicalismos nem extremismos, venham de onde vierem”. “Sim, no dia 8 de Fevereiro não está em causa a direita e a esquerda, não estará em causa os socialistas de um lado e os não socialistas de outro. Todos já percebemos isso. O facto de todos os dias muitos militantes de direita darem o apoio a António José Seguro, demonstram que a dicotomia entre direita e esquerda, não existe nestas eleições. Também não está em causa a lógica do povo contra as elites, como agora alguns querem lançar”, adiantou.
Victor Freitas dirigiu várias críticas a André Ventura: “Quem se apresenta numa lógica de Presidente de partido, querendo fazer destas eleições as eleições primárias dentro da direita, para as próximas eleições legislativas, está a usar as eleições Presidenciais como um instrumento errado e impróprio e engana, com isso, os Portugueses. Este ensaio cujo objectivo é dividir os portugueses, criar ódio, avivar extremismos, atirar uns contra os outros, fazer inimigos e trazer ao de cima os mais baixos instintos da natureza humana, não é o caminho. Quem o faz, não está a construir o país, esta a destruir. A estratégia da provocação e do protesto, para arrastar a população contra um inimigo, frágil e de fácil ataque, como sejam os imigrantes, para depois apresentar-se como salvador, já vimos ao longo da história e sempre acabou mal. Quem vota com base no odio, no ressentimento, pode até marcar uma posição, mas nada resolve”.
Por fim, defendeu que Portugal não pode perder a sua identidade de povo tolerante e humanista, em tempos que são perigosos. “A instabilidade internacional, o desaparecimento da actual ordem mundial, que neste momento está em fase de desordem, onde, muitas vezes, já não conseguimos distinguir aliados dos inimigos, é necessário um Presidente da República que dê garantias, sem andar constantemente em zigue-zague e que seja uma referência segura. O País precisa de estabilidade e previsibilidade que só António José Seguro pode garantir”, rematou.