Em 2024 foram criadas mais de 1.530 empresas em comparação com as que morreram
Nasceram 5.480 empresas na Região Autónoma da Madeira e morreram 3.946
Em 2024, a Região Autónoma da Madeira viu nascer 5.480 empresas com sede fiscal (+1,7% face a 2023), 23 das quais financeiras e 5.457 não financeiras" e as estimativas apontam para que "o número de mortes tenha atingido as 3.946 empresas, verificando-se um crescimento de 5,9% em comparação com o ano anterior, variação superior, portanto, à dos nascimentos", segundo a Direção Regional de Estatística da Madeira, que hoje divulga informação final sobre estes indicadores. Revela um saldo positivo de 1.534 empresas novas face às extintas, contribuindo para robustecer o tecido empresarial.
Estes dados definitivos divulgados pela Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM) revelam evolução demográfica das empresas com sede na Região, por sector de Classificação de Atividades Económicas (CAE-Rev.3) e forma jurídica, informação essa proveniente do Sistema de Contas Integradas das Empresas (SCIE) do Instituto Nacional de Estatística (INE).
Do total de nascimentos, diz, "cerca de três em cada quatro foram empresas em nome individual e uma em cada quatro, sociedades", peso que está em linha com a 'tradição', embora se note uma evolução das sociedades. "Sobre o nascimento de empresas individuais teve uma variação de +0,9% face a 2023, enquanto nas sociedades, os nascimentos aumentaram 4,4% em comparação com 2023", refere a DREM.
Mais relevante, é a proporção de empresas sobreviventes 1 ano após o nascimento que "fixou-se em 78,3%, crescendo 2,3 pontos percentuais (p.p.) face a 2023, sendo maior nas sociedades (89,6%) do que nas empresas individuais (74,9%)", mostrando maior resiliência das novas empresas. Isto também é sinalizado pelo facto de "78,3% das empresas não financeiras nascidas em 2023 mantinham-se activas em 2024", tendo nascido "5.457 empresas não financeiras na RAM, mais 87 (+1,6%) que no ano anterior".
Contudo, há dados preocupantes. "As empresas que iniciaram a actividade em 2024, criaram 6.175 postos de trabalho e geraram 100,0 milhões de euros de volume de negócios (-0,5% e -29,4%, face a 2023, respetivamente)", sendo que "nas empresas, a taxa de criação de emprego, dada pelo quociente entre o pessoal ao serviço nos nascimentos e o total de pessoal ao serviço, foi de 5,9% em 2024, inferior à taxa do ano precedente em 0,4 p.p.".
Continuando, "a taxa de natalidade de empresas não financeiras com sede na RAM foi de 15,3%, menor que a de 2023 (15,9%)", mas "no que diz respeito à sobrevivência de empresas, é de notar que 78,3% das empresas nascidas em 2023 mantinham-se ativas em 2024. Para as nascidas em 2022, esse rácio era de 60,9%", ou seja ao fim de dois anos praticamente 4 em cada 10 já não estavam activas.
"No ano de 2024, estima-se que tenha ocorrido a morte de 3.932 empresas não financeiras (+5,9% face a 2023), o que conduziu à destruição de 4.300 (-2,9%) postos de trabalho e à perda de 69,3 milhões de euros de volume de negócios (+3,2%)", frisa a DREM nos tais 'dados preocupantes'. Ainda assim, "em 2024, a taxa de destruição de emprego, dada pelo quociente entre o pessoal ao serviço das mortes e o total de pessoas ao serviço, foi de 4,1%, -0,4 p.p. que no ano anterior".
"Naquele ano, a taxa de mortalidade fixou-se em 11,0%, idêntica à do ano precedente. A taxa de mortalidade das empresas individuais (14,9%) foi também bastante superior à das sociedades (3,9%)", revelando a dificuldade dos negócios, quando feitas em nome individual.
'Gazelas' perdem fôlego
Nota para as 234 sociedades de elevado crescimento (+19,4% face a 2023), "com um peso de 17,1% no total de sociedades não financeiras com 10 ou mais pessoas remuneradas na RAM, sendo responsáveis por 33,2% do pessoal ao serviço, 26,3% do volume de negócios e 25,8% do VAB gerado deste conjunto de empresas", aponta, revelando o seu peso efectivo, tendo em conta a sua dimensão.
"Estas sociedades empregavam 18.559 pessoas (+33,2% do que em 2023), enquanto o seu volume de negócios atingiu os 1.594,0 milhões de euros (+23,7%), gerando um VAB na ordem dos 579,8 milhões de euros (+25,5%)", números esses bastante positivos.
Por fim, conclui a DREM, "o número de sociedades não financeiras jovens de elevado crescimento, designadas por 'gazelas' decresceu de 17 em 2023 para 12 em 2024. Em relação ao pessoal ao serviço registou-se um decréscimo de 486 pessoas ao serviço para um total de 354 pessoas em 2024. No volume de negócios observou-se uma diminuição de 56,2%, fixando-se nos 22,9 milhões de euros. As 12 empresas 'gazela' da RAM tinham, em 2024, um VAB de 9,3 milhões de euros, -62,4% que em 2023".