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Madeira

Superfície florestal da Madeira cresceu 9,1% face a 2015

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Em 2025, a superfície florestal da Região Autónoma da Madeira "ascendia a 37,5 mil hectares, evidenciando um aumento face a 2015, de 9,1%, ano em que totalizava 34,4 mil hectares", informa hoje a DREM, que dá continuidade à divulgação de informação sobre a Superfície Florestal da RAM.

A Direção Regional de Estatística da Madeira actualiza os dados com informação recentemente disponibilizada pelo Instituto das Florestas e Conservação da Natureza, IP-RAM, no âmbito do 3.º Inventário Florestal da Região Autónoma da Madeira (Novembro de 2025) e já divulgado em acto oficial e noticiado, mas que importa destacar esta evolução em uma década, nomeadamente da Laurissilva que cresceu 5,9%, abaixo da média.

"No que respeita às componentes da floresta da RAM, a floresta cultivada (19,6 mil hectares em 2025) predominava, sobre a floresta natural (16,4 mil hectares), representando 52,2% do total em 2025, acima dos 49,3% de 2015. Por sua vez, a floresta natural correspondia a 43,8% do total (44,6% em 2015). Por fim, a parcela das outras áreas arborizadas tinha uma área de 1,5 mil hectares, representando 4,0% do total (6,1% em 2015)", resume.

Assim, "dentro da floresta natural, a Laurissilva (16,1 mil hectares)  destaca-se, representando, em 2025, 98,0% da floresta natural e 42,9% do total da floresta da RAM. A área de Laurissilva cresceu 5,9% entre 2015 e 2025", calcula o Inquérito.

"Na floresta cultivada, destacam-se os povoamentos (19,2 mil hectares em 2025), que correspondem a 98,1% da floresta cultivada e 51,2% da floresta total, e que cresceram 14,1% entre 2015 e 2025. Dentro deste grupo, as espécies que mais se evidenciam são o eucalipto, a acácia e o pinheiro-bravo. O eucalipto apresentou um crescimento entre 2015 e 2025, passando de 7,3 mil hectares em 2015 para 10,2 mil hectares em 2025, reforçando o seu peso relativo na estrutura florestal da RAM (27,1% do total em 2025). A acácia aumentou de forma expressiva, de 2,4 mil hectares em 2015 para 4,1 mil hectares em 2025. O pinheiro-bravo, por sua vez, registou uma redução, passando de 4,1 mil hectares em 2015 para 2,3 mil hectares em 2025, perdendo expressão no conjunto da floresta da RAM (6,2% em 2025 face a 12,0% em 2015), o que é justificado pela praga do Nemátodo-da-madeira-do-pinheiro.