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Madeira

Terceira derrocada agrava risco da Capela ruir

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A terceira derrocada em cerca de três semanas ocorreu na noite passada na zona da Capela de Nossa Senhora da Vida, na Fajã do Mar, agravando de forma significativa a instabilidade da encosta e o risco associado ao edifício. A informação foi confirmada pela presidente da Câmara Municipal da Calheta, Doroteia Leça, que admite que o imóvel encontra-se agora numa situação de elevada vulnerabilidade.

Segundo explicou a autarca, a situação já vinha a ser acompanhada em articulação com a Secretaria Regional das Infraestruturas e com a Secretaria Regional do Turismo, Ambiente e Cultura, estando previsto um estudo técnico para avaliação da encosta e elaboração de um projecto de consolidação. “Estava programada a realização de um estudo pelo LREC para avaliar a consolidação da escarpa e os custos da intervenção, mas a verdade é que os acontecimentos acabaram por se precipitar”, afirmou.

Após a primeira derrocada, registaram-se mais dois episódios, sendo o último durante a noite, deixando a capela “numa zona muito exposta e actualmente bloqueada”. “A instabilidade do terreno é muito grande. Aquilo é praticamente terra por baixo, o que torna tudo bastante incerto”, sublinhou.

Perante o agravamento do risco, foi decidida a retirada preventiva dos bens existentes no interior da capela, numa acção coordenada com a entidade responsável pelo espaço religioso. “Vão ser retirados os quadros, as imagens e os santos, que serão entregues à Secretaria Regional para ficarem à guarda em segurança”, complementou a informação.

Sobre a possibilidade de colapso do edifício, a edil admitiu que o cenário é preocupante, acrescentando que existe incerteza quanto às condições dos alicerces. “Não sabemos exactamente como é o alicerce da capela e naquela zona não há rocha firme visível”, disse há momentos, durante o contacto, frisando que os técnicos encontram-se no local a avaliar a escarpa. 

O acesso ao local está condicionado, enquanto decorrem as avaliações técnicas necessárias para definir as medidas a adoptar.

O DIÁRIO já contactou o Governo Regional para obter mais esclarecimentos atendendo que se trata de um local de domínio público marítimo.