Madeira percebeu cedo a importância de proteger os ecossistemas terrestres e marinhos
A interligação entre os vários países dada a questão oceânica revela-se crucial na partilha de conhecimentos e de experiências. Pedro Sepúlveda, da Direção Regional de Ambiente e Mar, afirma que é importante para a Região manter-se a par do conhecimento internacional actual, mas também contribuir para tal.
A perspectiva das ilhas e dos ecossistemas insulares é bastante importante no contexto europeu e mediterrâneo. A Comissão da Energia, do Ambiente e da Água dos Países Euro Mediterrâneos, da Assembleia Parlamentar da União para o Mediterrâneo, está reunida na Assembleia Legislativa da Madeira, para abordar temáticas relacionadas com a protecção da vida selvagem e mitigação da degradação dos ecossistemas terrestres e marinhos.
Aos jornalistas, Pedro Sepúlveda assume que tudo se resume a uma partilha de conhecimentos, tanto a nível técnico como político, visto que existem desafios comuns. “Existem desafios em que seguramente iremos à frente e outros em que iremos atrás”, indica. “É dessa partilha de conhecimento que faremos avançar, não apenas o conhecimento científico, mas também a melhor forma de conduzir políticas e de implementá-las”, indica.
Pedro Sepúlveda afirma que desde os anos 1970 tem áreas protegidas, reconhecidas internacionalmente, o que tem vindo a ser incrementado ao longo do tempo. “Desde cedo a Madeira teve essa preocupação”, afirma, acrescentando que isso pode ser levado como exemplo para outras regiões, que demoraram mais a proteger os seus ecossistemas. A Laurissilva é um desse exemplos, sendo Património Mundial da Humanidade, mas a protecção do mar profundo também merece atenção, com a Madeira a colocar-se na dianteira dessa área.