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Donald Trump retira a Mark Carney convite para se juntar ao "Conselho de Paz"

Foto Shutterstock
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O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou esta quinta-feira que retirou o convite feito ao primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, para se juntar ao seu "Conselho de Paz".

"Considere esta carta como uma notificação da retirada, por parte do Conselho de Paz, do convite para participar no que será o Conselho de Líderes mais prestigiado jamais reunido", escreveu o Presidente norte-americano na rede social que lhe pertence, Truth Social.

Depois de abalar a ordem mundial e se retirar de várias instâncias das Nações Unidas, Donald Trump tenta criar uma instituição internacional com o seu autoproclamado "Conselho de Paz", o que deixa alguns especialistas céticos.

A França e o Reino Unido recusaram-se a participar, enquanto a União Europeia expressou "sérias dúvidas" sobre esta organização, que dá grande destaque aos parceiros históricos dos Estados Unidos no Médio Oriente, aos aliados ideológicos de Donald Trump e aos países que desejam atrair a atenção do Presidente norte-americano.

Num discurso particularmente notável no Fórum Económico Mundial, na Suíça, Mark Carney apontou na terça-feira a divisão da ordem mundial e apelou às "potências médias" para que se unissem para enfrentar as forças "hegemónicas".

Em resposta, Donald Trump afirmou que o Canadá existe "graças aos Estados Unidos".

O Canadá "não existe graças aos Estados Unidos", retorquiu na quinta-feira o primeiro-ministro canadiano. "O Canadá prospera porque somos canadianos. Somos donos da nossa casa, é o nosso país, é o nosso futuro", afirmou na cidade de Quebec, explicando que pretende tornar o seu país num "farol" neste período de "declínio democrático".

"Podemos mostrar que é possível outro caminho, que a trajetória da história não está destinada a curvar-se perante o autoritarismo e a exclusão, mas que ainda pode inclinar-se na direção do progresso", acrescentou o primeiro-ministro canadiano.