Egito junta-se a Israel ao aceitar convite de Trump para 'Conselho da Paz'
O Egito juntou-se hoje a Israel aceitando o convite de Donald Trump para participar no denominado "Conselho da Paz", enquanto a Noruega o rejeitou.
O chefe de Estado egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, aceitou o convite de Donald Trump para integrar o "Conselho da Paz", que o Presidente norte-americano afirma querer criar para trabalhar na resolução de conflitos em todo o mundo, em competição com as Nações Unidas.
O Egito comprometeu-se a cumprir os procedimentos legais e constitucionais necessários, acrescentou o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Cairo em comunicado.
Por outro lado, o comunicado oficial do Egito manifestou o apoio à missão do organismo proposto por Donald Trump para pôr fim ao conflito na Faixa de Gaza.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, aceitou também hoje o convite do Presidente norte-americano, Donald Trump, para integrar o "Conselho da Paz".
A Noruega não vai participar no "Conselho da Paz" porque o organismo "levanta uma série de questões", referiu hoje o gabinete do Governo de Oslo.
O "Conselho da Paz" foi inicialmente concebido para supervisionar a reconstrução da Faixa de Gaza, devastada por mais de dois anos de guerra entre Israel e o movimento palestiniano Hamas.
A carta apresentada por Donald Trump concede ao próprio, enquanto dirigente máximo do novo órgão, amplos poderes e revela uma iniciativa e um mandato que vão além da questão do território palestiniano: "o de contribuir para a resolução de conflitos armados em todo o mundo".
Argentina, Azerbaijão, Marrocos, Emirados Árabes Unidos, Hungria, Bahrain e Arménia estão entre os países que já aceitaram.
Pelo contrário, a França comunicou "não poder aceitar" o convite nesta fase, indicou na segunda-feira uma fonte próxima do Presidente Emmanuel Macron.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, disse na terça-feira que recebeu um convite, mas "não prevê" participar ao lado da Rússia.
Donald Trump confirmou na noite de segunda-feira que convidou o homólogo russo, Vladimir Putin, para participar no conselho.
Moscovo respondeu que queria "esclarecer todas as dúvidas" antes de tomar uma decisão.
O Governo britânico disse estar "preocupado" com o convite de Donald Trump dirigido ao Presidente russo, que, segundo Londres, "provou não estar seriamente comprometido com a paz".
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também foi convidada mas ainda não se pronunciou sobre o assunto.
O governo alemão manifestou a necessidade de coordenar posições com os seus parceiros.
A República Popular da China, depois de confirmar a receção do convite dos Estados Unidos, não se pronunciou, embora tenha declarado hoje através de canais diplomáticos, que "defende firmemente o sistema internacional com as Nações Unidas no centro".
No Canadá, a ministra dos Negócios Estrangeiros, Anita Anand, disse que o assunto está a ser analisado por Otava mas afastou a obrigatoriedade de pagamento de mil milhões de dólares para aderir ao eventual organismo proposto por Washington.