RIR alerta para a permanência de cerca de 250 doentes com alta clínica nos hospitais
O Partido Reagir, Incluir, Reciclar (RIR) manifestou esta sexta-feira, 2 de Janeiro, preocupação com a situação de cerca de 250 pessoas que permanecem nos hospitais da Região Autónoma da Madeira apesar de já terem alta clínica, um cenário recentemente noticiado pela RTP Madeira.
Em comunicado divulgado, o partido afirma que esta realidade “não é nova” e que é reconhecida pelo próprio Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira (SESARAM), considerando tratar-se de “um problema estrutural e crónico, não um episódio pontual”. Segundo o RIR, a permanência prolongada de doentes nos hospitais por razões não clínicas tem impactos no funcionamento do sistema de saúde, nomeadamente na disponibilidade de camas, na pressão sobre os serviços de urgência e no adiamento de cirurgias e internamentos programados.
O partido sustenta ainda que esta situação afecta directamente os próprios utentes, que, segundo refere, acabam por ser transformados em “casos sociais” em espaços hospitalares que não são adequados à sua condição. No comunicado, o RIR considera “inaceitável que, em 2026, centenas de pessoas continuem hospitalizadas não por razões clínicas, mas por falhas do sistema social”, criticando o que classifica como a aposta em respostas temporárias ou administrativas.
A estrutura regional do partido defende que o problema das altas problemáticas não pode ser resolvido apenas no âmbito hospitalar, sublinhando que “a saúde não se resolve apenas dentro dos hospitais” e que estas situações reflectem limitações das políticas sociais. Para o RIR, o impacto desta realidade é sentido pelos doentes, pelos profissionais de saúde e pela população em geral, que enfrenta um sistema regional de saúde sob crescente pressão.
No mesmo comunicado, o partido apela a uma resposta mais integrada entre os sectores da saúde e da acção social e afirma que um sistema que aceita como normal a permanência prolongada de pessoas com alta clínica “está a falhar — socialmente, politicamente e humanamente”. O RIR conclui defendendo a necessidade de “coragem política para romper com este ciclo”.