André Pestana votará em Seguro na 2.ª volta e lamenta "fortíssimo voto útil" à esquerda
O candidato presidencial André Pestana lamentou hoje o "fortíssimo voto útil" à esquerda nas presidenciais e admitiu que irá votar em António José Seguro na segunda volta das eleições.
Em declarações à Lusa, André Pestana salientou que a diferença entre o resultado de António José Seguro e André Ventura "foi mais dilatada do que qualquer sondagem previa", o que evidencia ter-se registado um "fortíssimo voto útil" à esquerda.
"Um voto útil que na prática depois revela um voto inútil, porque o voto útil é votar em quem acreditamos", disse.
Quanto à segunda volta, André Pestana disse que apesar de não se rever em Seguro, ter André Ventura na Presidência da República "era o pior que podia acontecer à sociedade portuguesa".
André Pestana frisou que nunca teve "nada a ver com o Partido Socialista" mas, perante a possibilidade da eleição de André Ventura, a sua escolha estava feita.
[André Ventura] "apoia Trump em muitos atentados e guerras que tem feito, como também patrocinando o genocídio de Israel a Gaza, obviamente não irei votar claramente no André Ventura, isso está mais do que claro", continuou.
O candidato considerou que, à semelhança do que tinha acontecido na eleição por maioria absoluta do antigo primeiro-ministro António Costa, as sondagens foram "encomendadas para levar o eleitorado a mudar ou a estar a condicionar o seu voto".
"De facto revelou-se que as sondagens estavam todas, de uma forma flagrante, longe da realidade", argumentou, acrescentando que ele próprio já tinha afirmado que António José Seguro "poderia ficar em primeiro lugar e sem qualquer risco de não ir à segunda volta".
De acordo com os dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna - Administração Eleitoral, André Pestana arrecadou 10.881 votos, o que equivale a 0,19%.