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Eleições Presidenciais Madeira

Nem 200 votaram ainda na Ponta do Sol

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A afluência às urnas na Ponta do Sol era reduzida durante a manhã, com apenas 130 votantes registados entre cerca de 1.600 eleitores inscritos. À entrada de uma das mesas de voto, Carlos Pita Santos observava atentamente o boletim afixado na porta de vidro antes de exercer o seu direito cívico. “Voto sempre”, dizia, sublinhando a importância da participação.

Carlos chegou ainda antes das 9h30 e, a essa hora, apenas 51 eleitores tinham votado entre os cerca de 800 inscritos naquele caderno eleitoral. “Pouco, muito pouco”, resumia Sofia Perdigão, membro da mesa de voto, referindo que o cenário não diferia muito do habitual em atos eleitorais deste tipo.

Na secção ao lado, o retrato era semelhante. Mais cerca de 20 pessoas tinham votado, confirmando uma participação tímida ao início da manhã. A meteorologia não parecia justificar a fraca adesão. Apesar de alguma instabilidade nas primeiras horas, a manhã abriu de forma amena, sem chuva nem vento significativo.

A expectativa, partilhada por elementos da mesa, era de que a afluência pudesse aumentar após a missa dominical, com os fiéis a aproveitarem a deslocação para cumprir também o dever eleitoral.

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À porta da assembleia, Carlos Pita Santos mostrava-se atento ao processo político. Disse ter acompanhado o debate e as posições em confronto, garantindo que nem a rejeição de três candidaturas beliscou a sua atenção ou convicção. “Estou esclarecido”, afirmou o funcionário público do município.

Durante a conversa, recordou o período em que cumpriu o serviço militar, em 1994, uma memória que diz manter viva ao ponto de ainda saber de cor o número mecanográfico. Falou do tempo passado no Regimento de Infantaria do Funchal, onde fez a recruta, e da experiência que acabou por lhe custar um braço partido. Ainda assim, garante que não se arrepende.

“Acho que deveria haver serviço militar obrigatório”, defendeu, considerando que essa experiência contribui para a formação cívica, o sentido de responsabilidade e o compromisso com a comunidade, valores que, no seu entender, continuam tão importantes hoje como no passado.