Activistas convocam protestos nos EUA contra Trump no aniversário da tomada de posse
Vários grupos de ativistas convocaram para 20 de janeiro uma jornada nacional de protestos contra Donald Trump, de forma a assinalar o primeiro aniversário da tomada de posse do Presidente norte-americano com marchas de repúdio por todo o país.
Sob o lema "Free America Walkout" ("América Livre nas Ruas", numa tradução livre para português), as ações estão marcadas para a tarde de terça-feira (dia 20) em dezenas de cidades dos Estados Unidos, incluindo Los Angeles, São Francisco, Nova Iorque, Seattle, Dallas, Las Vegas, Portland, Tucson, Salt Lake City, Houston, Minneapolis, Oklahoma e Detroit.
Os organizadores pedem às pessoas que saiam do trabalho, das escolas e dos serviços e comércio para marchar nas ruas a partir das 14:00 locais, "porque uma América livre começa no momento em que deixamos de cooperar".
As rusgas do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) são um dos principais motivos dos protestos, depois de pelo menos nove pessoas terem sido abatidas a tiro por agentes desta agência federal. A morte mais recente foi a da cidadã norte-americana Renee Good, a 07 de janeiro em Minneapolis, que motivou manifestações em várias cidades.
"A 20 de janeiro, vamos juntar-nos em todo o país para protestar contra o fascismo", declarou Emiliana Guereca, presidente da organização Women's March Foundation, num comunicado sobre a iniciativa.
"As nossas crianças estão a olhar para nós. O mundo está a olhar para nós. A História está a olhar para nós", afirmou, acrescentando: "O que fizermos agora vai decidir se vão herdar medo ou liberdade".
A Women's March, organização criada para protestar a primeira eleição de Donald Trump, em 2016, é a principal organizadora das marchas.
Entre os parceiros que vão coordenar as ações no terreno está também o movimento 50501, cujo nome representa "50 Protests, 50 States, One Movement" ("50 protestos, 50 estados, um Movimento").
Este grupo tem sido um dos mais ativos a mobilizar manifestantes contra Donald Trump desde que o Presidente republicano regressou à Casa Branca e tomou posse para um segundo mandato, há um ano.
"2025 foi um ano de marchas que provaram a nossa força coletiva", salientaram os organizadores no 'website' dedicado à jornada de protesto.
"O regime MAGA [Make America Great Again] já sinalizou que um segundo mandato significa uma onda mais profunda e mais aberta de misoginia, racismo, xenofobia e violência que o primeiro", destacaram ainda os promotores.
"Este momento exige um empenho redobrado do nosso movimento", frisaram.
As marchas pretendem ser pacíficas e apropriadas para famílias, segundo as descrições em vários eventos, como o de Burbank no condado de Los Angeles.
O 'website' da ação da Women's March contabiliza 451 eventos de protesto marcados para os próximos dias.