Deputado madeirense do CH acusa PS, PSD E JPP de "protegerem lojas de fachada e imigração ilegal"
O deputado Francisco Gomes, eleito pelo Chega (CH) no círculo eleitoral da Madeira à Assembleia da República, "acusou PS, PSD e JPP de quererem encher Portugal de imigração ilegal, ao votarem contra a proposta" do seu partido que "dava mais meios às autarquias para combater lojas de fachada e alojamento ilegal associado a redes de imigração irregular". Para o parlamentar, "o chumbo da iniciativa revela a opção política clara de não travar a imigração ilegal", acusa.
A proposta do CH "pretendia reforçar a capacidade das câmaras municipais para detectar moradas falsas, fiscalizar estabelecimentos suspeitos e impedir a utilização de espaços comerciais como cobertura para esquemas de auxílio à imigração ilegal, tráfico de seres humanos, lavagem de dinheiro e criminalidade organizada. Segundo o partido, as autarquias são quem melhor conhece o território e quem está em condições de atuar de forma célere", lê-se numa nota do mesmo deputado.
Francisco Gomes sublinha que "muitas destas lojas apresentam actividade comercial residual, vendendo três refeições por dia ou meia dúzia de bugigangas, rendimentos manifestamente insuficientes para suportar rendas elevadas", o que, em seu entender, "indica branqueamento de capitais e utilização do espaço como fachada para outros fins ilegais", acusa.
Para o deputado, "o voto contra do PS, PSD e JPP demonstra a recusa em enfrentar a imigração ilegal na origem, preferindo manter um sistema permissivo que facilita esquemas e retira poder às autarquias".
"Quem vota contra dar meios às câmaras para fechar lojas de fachada está a escolher a imigração ilegal. PS, PSD e JPP não querem controlo. Querem é portas escancaradas e fingir que não veem", aponta.
Francisco Gomes acusou, ainda, "o PSD, PS e JPP de hipocrisia, por discursarem sobre segurança e legalidade enquanto bloqueiam instrumentos concretos para travar redes ilegais de imigração", acredita. "Isto é política de portas abertas à imigração ilegal. As lojas de fachada são a engrenagem do sistema, e PS, PSD e JPP decidiram protegê-la. O CHEGA é verdadeiramente o único partido que está do lado da lei e da defesa de Portugal", garante.