Acordo Mercosul "é uma traição ao povo europeu e aos agricultores"
O deputado do Chega, Francisco Gomes, criticou a aprovação do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, considerando que se trata de uma "traição aos agricultores europeus" e de mais um passo no enfraquecimento estratégico da Europa, resultante do que classifica como "a união maléfica de governos socialistas rendidos à agenda globalista".
O acordo foi aprovado em Bruxelas por maioria dos Estados-Membros da União Europeia, com votos contra de França, Polónia, Irlanda, Áustria e Hungria, e abstenção da Bélgica. Para o parlamentar madeirense, o facto de o Governo português ter colaborado na viabilização do entendimento demonstra que não existe diferença substancial entre PS e PSD em matérias estruturais, sobretudo quando estão em causa interesses nacionais e setoriais sensíveis.
Francisco Gomes sustenta que o tratado abre a porta à entrada massiva de produtos agrícolas provenientes de países do Mercosul, produzidos sob regras ambientais, laborais e sanitárias muito menos exigentes, colocando os agricultores europeus — e portugueses — em desvantagem competitiva direta. Na sua perspetiva, o acordo sacrifica o mundo rural europeu em nome de interesses externos e de um multilateralismo ideológico desligado da realidade produtiva.
O parlamentar alerta ainda para os impactos negativos que o acordo poderá ter na Região Autónoma da Madeira, nomeadamente sobre a agricultura local e os pequenos produtores, já pressionados por custos elevados, insularidade e restrições ambientais. Considera que a abertura do mercado a produtos de baixo custo ameaça a viabilidade económica de explorações regionais e agrava desigualdades territoriais.
Este acordo é uma traição ao povo europeu e aos agricultores. A União Europeia vendeu a Europa e os seus governos de esquerda colaboraram nesse processo. Já o PSD e PS, são farinha do mesmo saco! A podridão é a mesma Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República
Para Francisco Gomes, a aprovação do acordo também confirma uma deriva política comum entre o actual primeiro-ministro, Luís Montenegro, e o anterior líder do governo, António Costa, acusando ambos de seguirem a mesma linha política.
Luís Montenegro e António Costa cantam a mesma música. São vendilhões da pátria que aceitam acordos que destroem a agricultura, fragilizam regiões como a Madeira e enfraquecem a Europa. Não passam de traidores", finaliza.