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Congresso do PS-M Madeira

“Temos de sair para o terreno”

Pessegueiro desafia PS a abrir-se à sociedade e a construir alternativa

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Foto Rui Silva/ASPRESS

Célia Pessegueiro apresentou e defendeu a Moção de Estratégia Global “Agir para Construir Futuro”, numa intervenção em que apelou à mobilização do Partido, à proximidade com a população e à afirmação do PS como alternativa séria e credível para a Madeira.

A nova presidente do PS-Madeira sublinhou que o Partido “temos de sair para o terreno” e “temos de ter a capacidade de recrutar novos militantes”, defendendo o combate à cultura do ódio e aos extremismos. “A cartilha da Direita radical baseia-se na mentira” e cabe ao PS, “hoje como no passado, ser o responsável por travar este retrocesso civilizacional”, afirmou, lembrando que se trata de “um partido com história e muita consistência ideológica”, onde “contra o ódio e o populismo, estão a democracia e o humanismo”.

Célia Pessegueiro destacou o aumento significativo de novos militantes no PS, com as mulheres a representarem 48% das novas adesões, alertando para a “regressão política que a Direita está a impor em Portugal”. Referiu ainda que “o agravamento do custo de vida e a pobreza superam todas as outras preocupações” dos madeirenses, defendendo que “é imperativo agir com determinação e com proximidade”.

Na intervenção dirigida às mulheres socialistas, deu a palavra a Cátia Pestana, reeleita na liderança da estrutura, reconhecendo que “ainda há um longo caminho a percorrer” para evitar retrocessos nas conquistas alcançadas. Já dirigindo-se aos autarcas — presidentes de câmara, de junta e restantes eleitos — anunciou a intenção de criar, nos próximos dois anos, um Gabinete Autárquico para combater a discriminação nas autarquias, afirmando que, passados mais de 50 anos do 25 de Abril, “não podemos admitir autarquias diminuídas” nem “voltar aos tempos de Salazar”.

Como segundo grande objectivo, a líder socialista apontou a construção de uma alternativa séria e credível, defendendo a necessidade de abrir ainda mais o PS à sociedade, através da criação de um laboratório de ideias da Madeira. “Sempre que o PS se abriu e se fez ouvir, conseguiu melhores resultados”, afirmou, acrescentando que “os problemas da Madeira estão identificados; o que fará a diferença são as soluções para os resolver”. Nesse sentido, sublinhou que mais do que apresentar propostas, quer “ouvir as vossas propostas e sugestões”.

A moção estrutura-se em sete áreas estratégicas: habitação, com o objectivo de devolver o direito de viver na Madeira; saúde, assumida como um compromisso vital com a população; educação, enquanto alicerce do futuro colectivo, defendendo a oportunidade do primeiro emprego para todos os jovens que concluem a sua formação; política de rendimentos e combate à pobreza; inclusão e coesão social, numa lógica de emancipação; sector primário, encarado como pilar estratégico para a coesão social e a soberania alimentar; e mobilidade e conectividade, área em que apontou as falhas de uma política que “falhou muito”, tanto dentro da Região como nas ligações externas.

Na conclusão, Célia Pessegueiro reafirmou “o rigor da acção” e o compromisso com a Madeira e com o futuro, sintetizando a visão da nova liderança no lema que dá nome à moção: “Agir para construir o futuro”.

O PS-Madeira realiza hoje e amanhã o XXIII Congresso Regional, no Centro de Congressos da Madeira.