Além da vontade, saiba o que é preciso para ser uma família de acolhimento
O Governo da República pretende aumentar o número de famílias de acolhimento em Portugal, dado o número significativamente baixo de candidatos para o número de crianças em situação de necessidade de um lar alternativo que não têm junto dos seus progenitores. Assim, em resultado da nova campanha nacional pelo acolhimento familiar, apresentada na quarta-feira passada, o objectivo "é sensibilizar para a necessidade de termos mais famílias de acolhimento e não só sensibilizar, mas também informar", disse a secretária de Estado da Ação Social e da Inclusão, Carla Marques Mendes.
"No que concerne ao local de acolhimento, das 6.446 crianças e jovens em situação de acolhimento a 1 de novembro de 2023, 5.409 (83,9%) encontram-se em casas de acolhimento (centros de acolhimento temporário, lares de infância e juventude e acolhimento de emergência), 88 (1,4%) em casas de acolhimento especializado, 41 (0,6%) em casas de acolhimento especializado para CJENAS, 200 (3,1%) em apartamentos de autonomização, 263 (4,1%) em acolhimento familiar e 445 (6,9%) em outras respostas de acolhimento (p.e centros de apoio à vida, colégios de ensino especial, lar residencial, lar de apoio, comunidade terapêutica)", refere o Relatório CASA, cujos dados relevantes para a Madeira demos conta esta tarde no 'Fact Check'.
Estará a aumentar o número de crianças em risco?
Na quarta-feira passada, o Governo da República apresentou uma nova campanha nacional pelo acolhimento familiar de crianças e jovens em risco. Segundo o relatório CASA (Caracterização Anual da Situação de Acolhimento das Crianças e Jovens), até dia 18 de Novembro, havia em Portugal apenas 388 famílias disponíveis para acolher uma criança e somente 356 crianças numa família de acolhimento, incluindo nas regiões autónomas.
Mas, afinal, como pode uma família candidatar-se, quando é reconhecido que falta de informação relativamente àquilo que é ser família de acolhimento? Segundo a governante, "havia 388 famílias disponíveis para acolher uma criança e 356 crianças numa família de acolhimento a nível nacional, incluindo as regiões autónomas da Madeira e dos Açores". Na Madeira apenas 15 candidatas para 213 crianças em situação de acolhimento.