Madeira

Governo Regional quer ir mais longe nos benefícios fiscais para a classe média

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O Governo Regional diz-se empenhado em pôr em prática um desagravamento fiscal que beneficie a classe média. Quem o disse foi Rogério Gouveia, esta manhã, à margem da cerimónia de assinatura do protocolo de cooperação entre o executivo madeirense e o Banco Português de Fomento.

O secretário regional de Finanças, numa reacção ao resultado do inquérito feito pela Aximagem para o DIÁRIO e a TSF-Madeira, que dava conta de que os madeirenses aspiravam a um maior desagravamento fiscal, realçava o trabalho feito desde 2015 pelos executivos de Miguel Albuquerque, apontando que o no caso do IRS, esse desagravamento "é para prosseguir" até estar esgotado o diferencial permitido pela Lei das Finanças Regionais.  

O governante reforça que os madeirenses "acompanham" a estratégia de "privilegiar a redução fiscal ao nível dos impostos sobre o rendimento", notando que "não valorizam tanto a redução ao nível do IVA", sustentou Rogério Gouveia, realçando que valorizam mais "o rendimento disponível imediato". 

Questionado se o Governo pretende ir mais além na descida de impostos, nomeadamente com benefícios reais para a classe média, o secretário regional de Finanças não hesitou: "com certeza que sim", deixando claro que no IRC o diferencial permitido já foi esgotado e no IRS "ainda temos algum caminho para fazer", nomeadamente no que toca à margem ainda existente a partir do 5.º escalão do IRS, garantindo que em 2024 será dada continuidade "a esta redução fiscal". 

Entre as medidas implementadas, que já beneficiam a classe média, Rogério Gouveia enumerou a "panóplia" de medias e ferramentas de "apoio social", entre as quais o apoio às despesas de educação, as despesas de saúde, e outras que vão ser em breve colocadas no terreno, que tocam a habitação.

"Há imensas ferramentas que estão no terreno, e que, eventualmente, as pessoas por beneficiarem não valorizam, mas que de facto elas aí estão e se não existissem os impactos desta crise seriam mais perceptíveis na classe média do que estão a ser", apontou o governante, não escondendo a ambição do Governo em ir mais além.