Madeira

Albuquerque quer revisão dos limites de vento no Aeroporto da Madeira

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Miguel Albuquerque avançou, esta tarde, que o Governo Regional deseja retomar o processo da revisão do limite de ventos no Aeroporto da Madeira, considerando que será uma "grande benesse" para a Região.

Estamos a fazer todas as diligências no sentido de retomar esses estudos e grupos de trabalho. São estudos técnicos, sérios e feitos a nível de pessoas muito bem apetrechadas e dotadas tecnicamente para o fazer, com a participação obviamente dos operadores. Miguel Albuquerque, presidente do Governo Regional

À margem de uma cerimónia de entrega de prémios da Festa da Flor, o chefe do Executivo madeirense explicou que uma diferença de 5 nós nos limites de vento em vigor no Aeroporto já seria muito significativa e iria permitir que "80% dos aviões" conseguissem aterrar.

Os limites que estão estabelecidos são limites antigos, onde um conjunto muito grande de tecnologia a nível da pista e dos aviões ainda não tenha sido desenvolvida. Portanto, hoje em dia a fiabilidade impõe uma revisão ponderada e feita de forma séria dos limites do vento, porque isso vinha facilitar muita a operação aérea Miguel Albuquerque

Apesar de esclarecer que este processo de revisão voltou à "estaca zero" com a saída de Pedro Nuno Santos do Governo da República, Miguel Albuquerque garante que assim que tiver oportunidade irá abordar este assunto com o actual ministro das Infraestrutruas, João Galamba.

"Já enviamos o pedido para o Ministério e logo que tiver contacto directo com Sr. Ministro vou falar sobre este assunto, porque acho que é de facto muito importante", sublinhou.

Sobre uma eventual resistência por parte da Autoridade Nacional da Aviação Civil, o presidente do Governo Regional afirma que a "ANAC é resistente a tudo", mas que deve entender que o "mundo mudou" assim como a tecnologia. "A fiabilidade dos aviões é muito mais acentuada e os instrumentos facultam de forma mais eficaz a aproximação e aterragem", referiu.

Por fim, sobre a "questão constrangedora" de alguns passageiros terem ficado a dormir em colchões na zona de embarques no Aeroporto, Miguel Albuquerque explicou que o movimento hoje em dia "é colossal" e muito diferente do que acontecia há uns anos atrás. "O número de voos por dia é uma coisa excepcional. Estávamos habituados a 3/4 voos mais uns charters, mas hoje em dia o aeroporto tem um movimento colossal", afirmou e acrescentou que no ano passado tivemos 9 millhões e 600 mil dormidas na Madeira. "Portanto o número de rotas por dia, aviões que aterram e que saem da Madeira cresceu de forma assoberbada, o que significa que uma situação destas cria de facto estas questões mais constrangedoras", concluiu.