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O NATAL ... e o PORCO!

E depois deste período de “atrocidades” dietéticas, entramos por Janeiro dentro

Estamos a finalizar o ano de 2023, ano que passou rapidinho, com muitas peripécias ... quase todas bem mázinhas, por sinal ... peripécias televisivas de cariz cinematográfico ou melhor, teatral, com os mesmos e exclusivos intervenientes, ... “actores” amadores, ainda em fase de aprendizagem, ... apesar disso, com interpretações excelentes, que levaram o povo português ao rubro e ao êxtase, diria até ao êxtase onírico. Tal foi a intensidade das agendas, dos factos e das “cambalhotas” circenses, ... finalizado com um verdadeiro “haraquiri”!! Como diria o investigador político: - “Não se preocupem! Isto não é mais do que, a democracia a funcionar”!

Portanto, acabámos de ultrapassar o Natal, ... época festiva por excelência, ... que nesta terra dura quatro ou cinco semanas, ... onde além de tudo o mais se recorda e homenageia com muita naturalidade, esse distinto animal doméstico, que é o porco! Que faz parte integrante e é uma tradição nesta “Festa”, nas nossas ementas familiares, ... extensivas aos nossos visitantes e convidados. Com algumas excepções, entre os aficionados do islamismo, onde este animal lhes é interdito para a alimentação. Como bem conhecem, este afável e doméstico animal, reside na área casa-jardim, dentro dum espaço conhecido como “chiqueiro”, em companhia permanente com a família que o adoptou, sendo por natureza, pouco interventivo e pouco falador, ... emitindo apenas uns sons truculentos e inatingíveis aos nossos tímpanos, comportando-se com muita discrição e familiaridade, desconhecendo certamente que o Natal será afinal o seu derradeiro fim. E será ele próprio o grande motivo da satisfação e do extremo gáudio das famílias madeirenses, amantes da “carne de vinho e alhos”, ... nem mais nem menos, um verdadeiro “must” da ementa tradicional. Tradicional também essa cerimónia trágico-festivaleira, onde se programam e desenrolam as várias etapas da morte do porco, como se duma peça de teatro rural se tratasse, ... com alguns pormenores mais impressionantes e talvez menos recomendados, pela crueza e naturalidade, juntas numa mesma cena. De qualquer modo, é uma homenagem simples e frugal, aquela que se pretende expressar nesta cerimónia, destacando este animal, superiormente escolhido para ser o prato mais especial da nossa festa de Natal. Cada zona do globo tem as suas tradições, com o seu próprio enquadramento, e, a criatividade e a desenvoltura que o povo lhe quer expressar.

E depois deste período de “atrocidades” dietéticas, entramos por Janeiro dentro, desejando um bom ano para famílias e amigos, por entre a luminosidade do fogo de artifício, mesmo sabendo de antemão que não vai ser fácil, criar um porco no ano 24, com tantas contrariedades no país e no mundo, com mais eleições ... com tantas outras coisas e palavras acabadas em “ões” ... será com certeza um ano difícil. Que nos fará usar mais intensamente a lógica e a imaginação, para que tudo afinal possa correr bem e possamos ter paz e sossego nos nossos ambientes preferidos.

Deste modo, aqui vos desejo um BOM ANO 2024!