A Guerra Mundo

Situação no país debatida por MNE português e Conselheiro de Segurança Nacional EUA

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Foto EPA

O ministro dos Negócios Estrangeiros português, João Gomes Cravinho, e o Conselheiro de Segurança Nacional norte-americano, Jake Sullivan, debateram na segunda-feira por telefone a situação na Ucrânia e os esforços dos respetivos países perante a ofensiva russa.

"A situação na Ucrânia, os esforços de Portugal e dos Estados Unidos face à ofensiva russa, bem como o impacto da guerra na segurança alimentar mundial estiveram em destaque na conversa [telefónica] entre o MNE, João Cravinho, e o Conselheiro de Segurança Nacional norte-americano, Jake Sullivan", escreveu hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português na rede social Twitter.

O MNE acrescentou ainda que "a cooperação de Portugal e dos Estados Unidos, no quadro do compromisso partilhado para com a centralidade e prosperidade do Atlântico, foi igualmente abordada" na conversa mantida entre os dois responsáveis.

A Casa Branca publicou também uma nota dando conta da reunião de Jake Sullivan com João Gomes Cravinho na segunda-feira, afirmando que os dois "debateram o seu compromisso partilhado de apoiar a Ucrânia na defesa da sua democracia contra a agressão russa, bem como a importância dos esforços para aliviar o impacto da guerra da Rússia na Ucrânia na segurança alimentar mundial".

Na mesma nota, a Casa Branca indica que Sullivan e Cravinho "reafirmaram a importância da cooperação entre os Estados Unidos e Portugal, enquanto membros da comunidade dos Estados atlânticos, na promoção de uma região pacífica e próspera na Bacia Atlântica".

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de quase 13 milhões de pessoas -- mais de seis milhões de deslocados internos e quase sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa -- justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções em todos os setores, da banca à energia e ao desporto.

Na guerra, que hoje entrou no seu 181.º dia, a ONU apresentou como confirmados 5.587 civis mortos e 7.890 feridos, sublinhando que os números reais são muito superiores e só serão conhecidos no final do conflito.