A Guerra Mundo

Recolher obrigatório em Kiev volta a ser só à noite

Autarca de Kiev voltou atrás na imposição de um recolher obrigatório de 35 horas, até segunda-feira

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O Presidente da Câmara de Kiev voltou hoje atrás na imposição de um recolher obrigatório de 35 horas, que tinha anunciado de manhã, e decidiu manter apenas o habitual recolher noturno, das 20:00 às 07:00.

"Nova informação do comando militar: o recolher obrigatório em Kiev e na região não estará em vigor amanhã [domingo]", escreveu o autarca, Vitali Klitschko, na rede social Telegram.

O recolher obrigatório, habitual na cidade entre as 20:00 e as 07:00 (18:00 e 05:00 em Lisboa), será aplicado e os habitantes "poderão deslocar-se livremente em Kiev no domingo durante o dia", precisou, sem explicar os motivos da alteração.

Hoje de manhã, Klitschko tinha escrito nas redes sociais que o recolher obrigatório iria "durar das 20:00 de sábado às 07:00 de segunda-feira, 28 de março".

O recolher obrigatório proíbe os cidadãos de saírem de casa nesse período, exceto para se deslocarem para os abrigos em caso de alerta.

Os transportes públicos e o comércio, incluindo farmácias e postos de abastecimento de combustíveis, também estão impedidos de funcionar.

Vários recolher obrigatórios foram já impostos na capital ucraniana desde o início da invasão russa, em 24 de fevereiro, o último dos quais durou 35 horas, entre 21 e 23 de março.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que causou, entre a população civil, pelo menos 1.081 mortos, incluindo 93 crianças, e 1.707 feridos, entre os quais 120 são menores, e provocou a fuga de mais 10 milhões de pessoas, das quais 3,7 milhões foram para os países vizinhos, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

Segundo as Nações Unidas, cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.