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Lula da Silva lidera sondagens às presidenciais no Brasil mas sem vencer à primeira volta

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Foto AFP

O líder progressista brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva mantém uma distância confortável dos adversários para as eleições presidenciais do Brasil, mas não tem apoio suficiente para vencer à primeira volta, segundo uma sondagem divulgada hoje.

Segundo o último levantamento da XP/Ipespe, publicado hoje pelo jornal Valor Económico, Lula da Silva tem a preferência de 44% dos eleitores contra 24% do atual chefe de Estado, Jair Bolsonaro, na pesquisa estimulada, ou seja, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados.

Na sondagem espontânea, na qual não há nomes sugeridos, Lula da Silva tem 35% dos apoios e Bolsonaro 23%, segundo o mesmo levantamento, feito por telefone com mil pessoas em todas as regiões do país, entre 24 e 25 de janeiro.

Se esses dados se confirmarem, Lula da Silva e Bolsonaro realizariam uma segunda volta das presidenciais previstas para 30 de outubro.

Os restantes candidatos conhecidos até agora, indicados formalmente ou não pelos seus partidos, estão muito distantes de Lula da Silva e Bolsonaro, e nenhum deles parece atualmente ter hipótese de vencer as eleições ou ir para a segunda volta.

Entre eles está Sergio Moro, ex-juiz e ex-ministro da Justiça, com 8% das intenções de voto. Moro é conhecido por ser o principal responsável pelas investigações de corrupção no caso conhecido como operação Lava Jato, facto que gera simpatia e também críticas dos eleitores.

A sondagem indicou também que a gestão de Bolsonaro tem 64% de desaprovação. Além disso, 55% dos inquiridos disseram achar que o atual Governo é ruim ou péssimo, enquanto 23% consideram que é ótimo ou bom e 21% acreditam que é irregular.

Segundo os dados, esse índice de reprovação de Bolsonaro é o maior desde o início de seu mandato, em 01 de janeiro de 2019.

Conhecido pelas polémicas criadas para agradar a apoiantes conservadores e de extrema-direita que formam a sua base de apoio, Bolsonaro também sofre o desgaste do impacto económico e sanitário da pandemia de coronavírus no Brasil.