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EUA sem "novidades" sobre fim das restrições à entrada de europeus

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Os EUA afirmaram hoje que "não há novidades" sobre a entrada de cidadãos europeus vacinados no país e asseguraram que os grupos de trabalho entre ambas as partes estão a avaliar "os critérios" para o levantamento de restrições.

A posição foi avançada pela porta-voz do Presidente norte-americano, Joe Biden, Jen Psaki, ao ser questionada sobre um eventual levantamento da proibição de entrada nos Estados Unidos de cidadãos da União Europeia (UE) vacinados.

"Como sabem, há grupos de trabalho que estão a ter reuniões. Com discussões entre os nossos funcionários e funcionários europeus sobre como será o progresso nesse sentido", acrescentou Psaki aos jornalistas que acompanham no avião presidencial Joe Biden numa viagem a Wisconsin.

Psaki indicou que estas reuniões estão a avaliar "os critérios para a reabertura", sem adiantar mais detalhes.

"Não tenho novidades sobre o calendário neste momento", acrescentou.

Há semanas que a UE tem vindo a pedir "reciprocidade" aos EUA para que os cidadãos europeus completamente vacinados possam viajar até ao país, da mesma forma que permite que cidadãos norte-americanos o façam na Europa.

Embora a vacinação contra a covid-19 tenha começado antes nos EUA que na Europa, a inoculação diminuiu nas últimas semanas entre os norte-americanos, enquanto na Europa acelerou.

Mais de 60% da população adulta da União Europeia recebeu já a primeira dose da vacina contra a covid-19 e 41% tem as duas doses.

Já do lado dos EUA, 66% dos adultos receberam a primeira dose e 57% contam com a vacinação completa.

A UE acordou em maio abrir as fronteiras aos viajantes de países que estejam amplamente vacinados ou cuja situação epidemiológica relativa ao novo coronavírus seja favorável, o que inclui os EUA.

Os países da União Europeia acordaram permitir a entrada de pessoas que tenham sido vacinadas 14 dias antes da viagem com qualquer vacina autorizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), se bem que a decisão adotada por Bruxelas é uma recomendação, já que são os Estados-membros quem têm as competências sobre o controlo das fronteiras.

A proibição de entrada no país de passageiros provenientes da União Europeia foi imposta pelo ex-presidente Donald Trump (2017-2021) em março do ano passado, no início da pandemia, e mantida pelo seu sucessor, Joe Biden, quando chegou à Casa Branca, em janeiro deste ano.