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Dez mortos e um ferido em ataque a autocarro de campo petrolífero

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Reuters

Dez trabalhadores de um campo petrolífero foram hoje mortos e um ficou ferido num ataque a um autocarro no leste da Síria, quando regressavam a casa, noticiou a agência oficial Sana.

"Dez trabalhadores do campo petrolífero de Al-Kharata morreram como mártires, enquanto outro ficou ferido num ataque terrorista a um autocarro que os levava do trabalho para casa", precisou a agência síria, citada pela France-Presse (AFP).

O campo petrolífero de Al-Kharata localiza-se a 20 quilómetros a sudeste da cidade de Deir Ezzor, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), uma organização não-governamental (ONG) sediada no Reino Unido e com uma extensa rede de fontes na Síria.

O ataque de hoje não foi ainda reivindicado, segundo a AFP.

O grupo extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou várias operações semelhantes na região rica em petróleo, que fazia parte do território que afirmavam controlar na Síria e no Iraque.

O OSDH disse que um dispositivo explosivo foi utilizado no ataque de hoje, que ocorreu numa área onde as células do EI ainda estão ativas.

Em novembro, a organização extremista matou pelo menos 13 elementos de uma milícia pró-regime naquela zona, de acordo com a mesma fonte.

Cinco soldados sírios também foram mortos numa explosão em Deir Ezzor esta semana, segundo os meios de comunicação estatais sírios.

Al-Kharata está sob controlo do regime do Presidente Bashar al-Assad desde 2017, após os 'jihadistas' do EI terem sido expulsos da área.

O autoproclamado califado do grupo Estado Islâmico foi declarado definitivamente derrotado na pequena aldeia síria de Baghuz em março de 2019, após uma longa ofensiva apoiada pelos Estados Unidos.

O grupo extremista continua, no entanto, a atacar as forças governamentais no vasto deserto sírio que se estende desde a periferia de Damasco até à fronteira com o Iraque.

A Rússia, um aliado do regime sírio, realizou nos últimos dois dias ataques aéreos intensos visando posições do EI naquela zona, informou a OSDH.