País

Óbito/Álvaro Barreto - Empresários recordam importância do gestor para a economia

None

A Confederação Empresarial de Portugal (CIP) salientou hoje o papel essencial do ex-ministro e gestor Álvaro Barreto para o desenvolvimento da economia e das políticas, e para a compreensão dos problemas das empresas e empresários.

O ex-ministro do PSD morreu hoje aos 84 anos. Álvaro Barreto foi ministro de sete governos constitucionais, com Carlos Alberto Mota Pinto, Francisco Sá Carneiro, Pinto Balsemão, Mário Soares, Cavaco Silva (duas vezes) e Pedro Santana Lopes.

“Álvaro Barreto foi capaz de trazer para a política e para a governação uma visão empresarial, contribuindo, com a sua experiência e capacidade, para a existência de uma melhor compreensão do que são os problemas das empresas e dos empresários”, afirmou o presidente da CIP, António Saraiva, em comunicado enviado para a Lusa.

António Saraiva lembrou que o ex-ministro do PSD “ajudou a desenvolver e a consolidar o que é hoje a economia portuguesa”, considerando que “o seu legado será relembrado”.

O presidente da CIP expressou ainda o seu pesar pela morte do engenheiro Álvaro Barreto, referindo que “contribuiu, de forma decisiva, para o desenvolvimento da economia e da política portuguesas, através dos diversos cargos que ocupou como gestor empresarial, em diversos setores, e nas missões que aceitou na governação”.

Licenciado em engenharia civil e com um percurso profissional de gestor empresarial, Álvaro Barreto destacou-se nas presidências da TAP e da Soporcel.

O engenheiro exerceu pela primeira vez funções governativas em 1978, num Governo liderado por Mota Pinto e que resultou de iniciativa do então Presidente da República, Ramalho Eanes. Nesse Governo, exerceu as funções de ministro da Indústria e da Tecnologia.

No VI Governo Constitucional, liderado por Francisco Sá Carneiro (da Aliança Democrática PSD/CDS/PPM), Álvaro Barreto foi ministro da Indústria e da Energia, transitando para a pasta da Integração Europeia no executivo seguinte (também da AD) chefiado por Francisco Pinto Balsemão.

Com a formação do Governo do “Bloco Central”, de coligação entre o PS e o PSD, tendo como primeiro-ministro Mário Soares, passou a exercer as pastas do Comércio e do Turismo.

Álvaro Barreto fez depois parte dos dois primeiros dos três governos liderados por Aníbal Cavaco Silva, tendo sido ao longo de seis anos (1985/1991) ministro da Agricultura e das Pescas.

Exerceu pela última vez funções governativas em 2004, no XVI Governo Constitucional de Pedro Santana Lopes, tendo desempenhado o lugar de ministro de Estado, da Economia e do Trabalho.

O velório de Álvaro Barreto, que morreu ao princípio da tarde de hoje, está previsto para terça-feira à tarde, na Igreja do Campo Grande, em Lisboa.