Derrota da mediocracia

Joaquim José Sousa (JJS) é um exemplo do professor que os alunos querem ter e os seus pares deveriam querer ser. Alvo de uma perseguição motivada antes de mais, segundo creio, pela inveja suscitada nos medíocres a diferentes níveis incomodados com o êxito fruto do seu dinamismo e capacidade de pôr em prática ideias úteis para a comunidade escolar na direção da Escola do Curral das Freiras onde se focou em encontrar soluções para as reais necessidades dos seus alunos não se limitando a “enfiar-lhes” os conteúdos dos manuais escolares como quem enfia chicharros num vime. Após ter sido suspenso injustamente pela Secretaria Regional da Educação (SRE) durante 6 meses, sem qualquer vencimento, humilhado pessoal e profissionalmente, sobrevivendo com a ajuda da família, o Tribunal Fiscal e Administrativo do Funchal (TFAF) deu-lhe razão ilibando-o das acusações de que foi vítima, pelo “crime” de ter convertido uma escola de exclusão numa das escolas públicas com melhores resultados académicos a nível nacional em 2015. Foi vítima de procedimentos e decisões da mediocracia vigente na SRE que demonstram mediocridade e que mesmo após 45 anos de regime democrático as atitudes e comportamentos que isso deveria implicar estão ainda arredadas de alguns inclusive detentores do poder que se tomam por mandantes em vez de mandatários desse mesmo poder, como se o facto de serem eleitos os tornasse donos do poder que não é deles mas de quem os mandatou, os eleitores. Os interesses reais da comunidade têm de deixar de ser subalternizados face a atos mesquinhos, praticados na prossecução de supostos interesses partidários, mas que na maioria das vezes apenas servem para disfarçar interesses pessoais e a satisfação de clientelismos, com a colaboração de lacaios que estão nos partidos apenas e só para conseguir vantagens pessoais fruto da sua sabujice e intrigas junto de quem os chefia. A sentença do TFAF sendo uma vitória da Justiça é também uma derrota da mediocracia!

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