Desporto

Leonardo Jardim quebra o silêncio e revela o ‘culpado’ do seu despedimento

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Para surpresa de muitos foi despedido do comando técnico do Mónaco a 28 de Dezembro, deixando o clube do principado no 7.º posto da Ligue 1, com 28 pontos amealhados e a somente cinco do terceiro lugar.

Depois de já se ter sagrado campeão, ter enfrentando um despedimento e ter regressado para salvar o emblema nessa mesma temporada, eis que a ‘relação’ entre o treinador madeirense e o clube francês findou de vez, isto a atender pelas recentes declarações de Leonardo Jardim, que quebrou o silêncio sobre a sua saída do emblema monegasco numa entrevista concedida ao L’Equipe e posteriormente reproduzida pelo zerozero.

Mostrando-se surpreendido pela forma e altura em que foi afastado do clube, três dias após o Natal, Leonardo Jardim abordou a pré-temporada atribulada e cheia de indefinições, questões que acabaram por causar um impacto negativo no arranque oficial da época desportiva.

“A actual temporada começou muito mal. Só construímos a equipa no final de Agosto e desperdiçámos a pré-época. Até o vice-presidente do clube assumiu a responsabilidade por esse mercado tardio, alegando falta de experiência”, mencionou, referindo-se a Oleg Petrov, homem de confiança do ‘dono’ do clube, Dmitry Rybolovlev.

“Nunca senti que era o treinador dele. Aos seus olhos era o treinador do presidente. A decisão tomada é um pouco consequência disso”, referiu ao L’Equipe, não esquecendo os 26 pontos somados nas últimas 13 jornadas do campeonato e revelando os contornos da sua saída.

“É por isso que continuo surpreendido com a decisão tomada no Natal. Estávamos em condições de alcançar o objectivo, que era ficar no pódio. Se faltavam alguns pontos não era somente da responsabilidade da equipa técnica”, referiu, acrescentando que sentiu “muito ruído” e pensou que “algo se estava a passar” que não “conseguia controlar” momentos antes do despedimento. Após o Natal, Oleg Petrov telefonou para combinar uma reunião e foi nesse momento que percebeu o que se estava a passar. “Contou-me que o presidente [Dmitry Rybolovlev] tomou a decisão a seu pedido [Oleg Petrov]”, confessou.