Madeira

PS-Machico responde às acusações do PSD sobre as contas da autarquia

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A Vereação do PS na Câmara de Machico assina hoje um comunicado onde refuta a análise das contas de Machico feita pelo PSD, entendendo que ou “revela uma inacreditável ignorância saloia sobre esta matéria ou então está a praticar aquilo que faz muito bem: lança o boato gratuito, tentando fazê-lo passar por verdadeiro”.

Segundo os socialistas, o resultado líquido negativo do exercício de 2018 da Câmara de Machico, “deve-se ao facto de, no ano em causa, a autarquia ter refletido nas suas contas as amortizações devidas, na sequência de obras executadas ao abrigo de contratos programa celebrados com o Governo Regional, entre 2002 e 2013, ou seja, nos três mandatos da responsabilidade do PSD”.

O PS considera “inconcebível a lógica do PSD-Machico ao referir que o endividamento da Câmara, durante a sua governação, está plenamente justificada e contratada, quando hipotecou os orçamentos do município nos últimos 6 anos e nos vindouros, impedindo o normal funcionamento da autarquia que se viu a braços com a obrigação de sanear as suas contas, viver no aperto financeiro e cumprir com os fornecedores e credores ao mesmo tempo que teve de manter o funcionamento integral dos serviços municipais, não esquecendo que o PSD deixou uma herança de cerca de 30 Milhões de euros de dívida em cima dos machiquenses”, refere o PS-Machico, salientando que continua a aguardar “o desfecho dos processos de dívida oculta que estão na esfera do Ministério Público, do tempo do PSD”.

Os socialistas desafiam o PSD-Machico a reagir sobre o facto de nestes cinco anos de governação PS, o governo regional “não ter atribuído um único cêntimo” a Machico, enquanto que a autarquia governada pelo PSD, “beneficiou de contratos-programa concedidos pelo governo regional, no valor de cerca de 24 Milhões de euros”.

Quanto à acusação de falta de manutenção em estradas e infraestruturas públicas, o PS não nega o que considera ser “dificuldades neste capítulo”, mas recorda, por exemplo, que entre 2014 e 2017 “este executivo teve de saldar uma dívida contraída pela Câmara PSD, no valor de 1,2 Milhões de euros à empresa AECO-Asfaltos, Emulsões e Combustíveis SA, pertencente à conhecida família Ramos, verba essa que permitiria a este executivo resolver muitas das dificuldades na reparação das vias municipais”, referindo ainda que, até o corrente ano, desde 2013, este executivo “contou apenas com a verba de 600 mil euros para esta finalidade”.

Sobre os impostos, dize, os socialistas que o PSD “enganou-se nas contas que analisou”, uma vez que durante esta gestão autárquica do PS, “baixámos o IMI para a taxa mínima de 0,3%; implementou-se o IMI familiar para as famílias com dependentes a cargo e passou-se a devolver à população 20% da participação variável do IRS. Medidas só implementadas depois do PS chegar à Câmara, em finais de 2013”.

Quanto aos apoios às entidades de fora do concelho e que realizam eventos em Machico, “é curioso perceber que o PSD é contra eventos internacionais como o MIUT; a etapa do Mundial de Enduro; o Europeu de Biatle/Triatle; o Transmadeira em BTT; o Ultra-Madeira em trail... a Concentração Motard”, acusa o PS, destacando a “mais-valia para a divulgação e a promoção do concelho e benefícios inegáveis para a economia local”.

Em jeito de conclusão, “desafia-se o PSD-Machico a concretizar as desconfianças manifestadas na última sessão da Assembleia Municipal, quando colocou em causa a idoneidade do Serviço de Contabilidade Municipal e do Revisor Oficial de Contas, curiosamente os mesmos organismos que elaboravam e auditavam as prestações de contas no tempo do poder laranja na Câmara de Machico”, refere o PS-Machico.