Madeira

Vigília pela Venezuela sábado no Funchal

‘Uma vela pela Venezuela’ é uma manifestação de apoio pelos que lá estão e de revolta pelo que lá se está a passar

Foto EPA/Rayner Pena
Foto EPA/Rayner Pena

Ivetti de Abreu, Henrique Vieira e Lídia Ferreira, em representação da sociedade civil venezuelana na Madeira e em resposta ao desafio internacional lançado pela Coalición Ayuda y Libertad Venezuela, organizam sábado um vigília junto à Assembleia Legislativa da Madeira pelos venezuelanos que continuam no seu país, uma forma dos que aqui estão demonstrarem a preocupação pela “grave situação que vive actualmente o povo venezuelano”. A iniciativa solidária intitula-se ‘Uma vela pela Venezuela’, tem início às 18h30 e é de participação livre.

Segundo a organização, esta vigília que vai decorrer simultaneamente em vários outros pontos do mundo, promove o encontro da comunidade e será mais do que um acender de velas. Vai incluir palavras de ordem, actualizações relativas aos últimos acontecimentos vividos naquele país, testemunhos de vítimas e familiares a participação de representantes de partidos políticos, anunciam.

“O local escolhido para esta concentração foi o largo em frente à Assembleia Regional, com o intuito de fortalecer junto das autoridades madeirenses o compromisso de não abandonar o povo venezuelano nem a comunidade madeirense que reside na Venezuela”, escrevem na nota de divulgação, recordando a grave crise humanitária que afecta o país, “sem precedente na América Latina”, dizem mesmo.

“Um completo colapso da estrutura social básica, começando pelos serviços mínimos como o acesso a electricidade ou água potável, a falta de alimentos e medicamentos, a insegurança nas ruas e a ausência do direito a contestar o regime de Nicolás Maduro”, enunciam. A estas questões que põem em causa o bem-estar e a sobrevivência da população juntam-se outras, como os presos políticos, os desaparecidos, que o grupo diz inclui também jovens e até crianças, e o encerramento das fronteiras terrestres com o Brasil ou a Colômbia. “Nicolás Maduro, cada vez mais insolado, pretende com violência calar os dissidentes, pois tem as forças armadas do seu lado. Incorre em penas de crimes contra a humanidade, num acto de genocídio brando”, denunciam.

A organização convida os participantes a trazerem velas, vestirem roupa branca e se fazerem acompanhar de bandeiras.