OE-2020 é medíocre
O Orçamento do Estado para 2020 é conservador. Coloca os números à frente das pessoas.
Presenteia os patrões por via da diminuição do IRC, caso reinvistam a partir dos lucros.
Assim, o residual aumento do salário minimíssimo nacional é pago pelo contribuinte, ou
seja pelos próprios trabalhadores. Os patrões abominam o Estado, mas adoram-no quando
presenteados com gratuitidades. Aqui, não haverá cativações! O executivo ao inscrever 0,3%
de aumento para os salários dos Funcionários Públicos (FP), que não têm melhoria há 10 anos, é uma afronta e miserável esmola. Os pensionistas terão uns caricatos 0,7%. Havendo tantos a receber 250 euros/mês, terão 1 euro e 75 cêntimos. Sobre o OE-2020, António Costa, disse:« Este tem novos avanços na melhoria das condições de vida das famílias»(!). Não chamo vergonhosa à afirmação, antes hilariante... caso recebesse aquela esmola - chorava! É inexplicável a descida do IVA na electricidade não estar já contemplada. Não há rubrica para a contratação de trabalhadores para o sector público. Nada diz sobre o trabalho por turnos. Sofri na pele este tormento e a desregulação biológica semanal. Nem uma palavra quanto ao trabalho extra dos FP, que não é pago. Diz-nos o ubíquo ministro das Finanças, que não há dinheiro.Como disse? Há e muito! São uma centenas de milhões de euros, inscritos no OE-2020, para injectar no Novo (velho) Banco. Continuamos intervencionados pela «troika!». No topo da mediocridade, uma brutal carga fiscal para quem trabalha. Há que pagar à agiotagem uma dívida dita pública, que não foi contraída pelos trabalhadores e que também é,sobretudo, dívida privada. Esta proposta de orçamento, se não for revertida, e caso seja aprovada (ou haja abstenção), na Assembleia da República, por BE e PCP/PEV - estes partidos farão suicídio político!