Pesadelos, sonhos e êxtases?

Sonham todos, ignorantes e cientistas

Os que tomam drogas e os místicos

Desiguais sonhos, os psicopatas,

E os santos de vidas em holotopias,

O físico o macro cosmos a desvendar,

O guru a micro cérebros decifrar.

Sonhar, dormir, acordar e voar,

Tomar pastilhas e, logo, ressonar

Ou emborcar a nona bica e despertar.

E na livre mantra deixar-se embalar

Que escolher? Onde se deter?

A vida será sonho, sono ou brilho?

Olhar luminoso de criança sorridente

Ou do profeta a palavra ardente

E pedaços de vida acordados em abril?

Na praça, sábios de tudo, sonham em delírio

E logo assomam fantasias mil;

Os geniais, ensinam os altos deuses.

Quais escolher? Onde parar de sonhar?

Dormir não se estanca, nem os ímpetos de sonhar

Menos ainda, os pesadelos da noite e do dia;

Nem os felizes êxtases de subir e voar.

Misturam-se chilreios de Pandora, a toda a hora:

Prisões, fobias, belas ilusões, ansiosas obsessões.

Não pares de sonhar, de procurar e remediar

Encontrarás em ti ou no além-buraco negro

Um sol, lua, ou estrela que vai chegar

Sem vampiros, nem dráculas ou pesadelos infernais.

E te acordará para o sonho e infindo êxtase!