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Dois jornalistas sequestrados em Trípoli no domingo

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Um grupo armado sequestrou no domingo dois jornalistas locais especializados em termas culturais num café na capital líbia, Trípoli, disse hoje à EFE uma fonte das forças de segurança.

As vítimas são Sulaiman Kashud, presidente do Festival nacional ‘Septimius’, e Mohamed al Yaakubi, diretor executivo deste evento, confirmou a mesma fonte.

Segundo o relato ouvido pela EFE, “vários indivíduos encapuzados capturaram Kashud e Yaakubi no café do bairro Al Andalus da capital”, e até agora ainda ninguém reivindicou a autoria do sequestro.

O festival, que se realiza anualmente desde 2012, premeia trabalhos artísticos e criativos de rádio, televisão, canto e representação e foi duramente criticado pelas milícias extremistas durante a sua última edição, em março.

O Observatório para a Paz e Desenvolvimento para os Media e Liberdade Humana pediu aos organismos oficiais que assumam a responsabilidade pelo flagrante ataque a jornalistas da Líbia.

A 25 de abril, a organização não governamental Repórteres sem Fronteiras colocou este país magrebino na “lista negra”, ocupando o lugar 167 no seu relatório mundial sobre liberdade de imprensa.

A Líbia vive em convulsão desde que, em 2011, foi derrubado o regime do antigo ditador líbio, Khadafi.

Desde há dois anos, dois governos disputam o poder, um na região este do país, sob o comando do marechal Jalifa Hafter - antigo companheiro de Khadafi, depois recrutado pela CIA e convertido no seu principal opositor no exílio -- e outro em Trípoli, apoiado pela ONU.

Da anarquia que se instalou no país beneficiaram milícias e máfias dedicadas ao contrabando de armas, alimentos, combustível e também de pessoas, assim como grupos ‘jihadistas’, que estenderam a sua influência a todo o país.