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EUA e Colômbia vão manter pressão sobre Maduro para “restaurar” democracia na Venezuela

Foto Palácio Miraflores
Foto Palácio Miraflores

Os Estados Unidos e a Colômbia consideram que é necessário manter as pressões sobre o Presidente Nicolás Maduro para “restaurar o Governo democrático” na Venezuela, segundo um comunicado divulgado pelo Departamento de Estado norte-americano.

“O subsecretário de Estado, John J. Sullivan, reuniu-se hoje [quinta-feira] com o ministro de Relações Exteriores colombiano, Carlos Holmes Trujillo (...)” e “ambos debateram sobre a necessidade de manter pressão sobre o regime de Maduro para restaurar o Governo democrático na Venezuela, enquanto continuam a ajudar muitos venezuelanos que fogem para a Colômbia e para outros países da região”, pode ler-se na nota.

O documento precisa ainda que ambos políticos “reafirmaram a firmeza das relações bilaterais e o compromisso compartilhado de uma abordagem integrada de combate ao narcotráfico, para assegurar uma paz justa e duradoura em toda a Colômbia”.

Fontes não oficiais dão conta de que o ministro colombiano entregou ao subsecretário norte-americano um documento, aprovado em Conselho de Ministros, na Colômbia, com pormenores das diferentes estratégias para apoiar os migrantes venezuelanos em áreas como a saúde, educação, abastecimento de água e alojamento.

Na quarta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Colômbia, Carlos Homes Trujillo, insistiu, perante a Organização de Estados Americanos (OEA), na necessidade de medidas regionais e internacionais para agir perante a crise migratória venezuelana.

Em resposta, a representante da Venezuela na OEA acusou o Governo colombiano de querer “derrubar” o Governo do Presidente Nicolás Maduro, usando “todos os meios possíveis, inclusive o militar”.

A 27 de novembro, a vice-presidente da Colômbia, Marta Lucía Ramírez, responsabilizou os governos da América Latina, pela “indiferença e tolerância” que levou ao que disse ser “a ditadura venezuelana”.

“Esta ditadura que há hoje na Venezuela é uma consequência da tolerância que a América Latina teve. Houve uns (Governos) que beneficiaram diretamente, recebendo recursos, aproveitando-se da riqueza petrolífera da Venezuela”, disse a governante durante uma conferência de imprensa em Miami, nos Estados Unidos.

Segundo a ONU, três milhões de venezuelanos saíram do país, 2,4 milhões dos quais para a América Latina e Caraíbas.

Segundo o Centro pela Justiça e o Direito Internacional (CEJIL), com sede nos Estados Unidos, as previsões apontam para que, até finais de 2018, quatro milhões de venezuelanos tenham abandonado o seu país.