Mundo

Doze mortos e 42 feridos nos dois ataques no Irão

None

Pelo menos 12 pessoas morreram e 42 ficaram feridas hoje nos ataques ao parlamento do Irão e ao mausoléu do imã Khomeini na capital, segundo um novo balanço divulgado por um ‘site’ noticioso estatal iraniano.

O Mizan Online atribuiu o balanço dos atentados, reivindicados pelo grupo extremista Estado Islâmico, a Pirhossein Kolivand, chefe dos Serviços Médicos de Emergência.

Vários homens armados e bombistas suicidas atacaram hoje o mausoléu do ‘ayatollah’ Khomeini, fundador da República Islâmica, e o parlamento, onde terão feito reféns, e desencadearam um cerco à assembleia, cujo controlo foi depois retomado.

Media locais indicaram que os sete ou oito atacantes se fizeram explodir ou foram abatidos pelas forças de segurança.

A agência Isna informou que o ministro do Interior, Abdolreza Rahmani Fazli, convocou uma reunião de urgência do Conselho Nacional de Segurança.

À chegada em Ancara, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Mohammad Javad Zarif, declarou que os “ataques terroristas” ainda “fortalecem mais” o país.

Trata-se dos primeiros ataques no Irão reivindicados pelo Estado Islâmico, o grupo radical sunita que o Irão xiita combate na Síria, apoiando as forças do presidente Bashar al-Assad.

O governo sírio já afirmou que os atentados de hoje em Teerão não dissuadirão nem a Síria, nem o Irão de continuarem a sua luta contra o terrorismo.

Moscovo, outro dos aliados do regime sírio, também disse condenar “fortemente” os atentados, que considerou demonstrarem “a necessidade de coordenação de ações na luta antiterrorista”.

A França, a Turquia e o Paquistão foram outros dos países que condenaram os ataques na capital iraniana, bem como os Emirados Árabes Unidos, apesar da tensão entre os dois países.

“A nossa posição sobre o terrorismo é muito clara. É a preto e branco e qualquer ataque terrorista em qualquer capital que seja dirigido contra inocentes é algo que os Emirados abominam e condenam”, declarou à agência France-Presse o ministro de Estado para os Negócios Estrangeiros dos Emirados, Anwar Gargash.

Os Emirados Árabes Unidos estão entre os países árabes que cortaram relações na segunda-feira com o Qatar, acusando-o de apoiar “o terrorismo” e de se aproximar do Irão (xiita, ao contrário dos Emirados e do Qatar, que são sunitas).