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Marcelo aconselha cuidado e muito trabalho para manter as boas notas

Foto Lusa
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O Presidente da República traçou ontem um paralelo entre os seus tempos de estudante e os resultados económicos e financeiros do último ano, aconselhando cuidado e muito trabalho para se manter as boas notas.

“Quem quer ter boas notas tem de ter sempre cuidado para obter essas classificações. E esse cuidado começa em não se deixar seduzir por uma visão excessivamente otimista da realidade. Mas, sobretudo, acaba em muito trabalho, em muita determinação, em metas bem definidas e no objetivo permanentemente evidente de prossegui-las de modo indefetível”, declarou.

Marcelo Rebelo de Sousa, que falava durante uma conferência sobre cooperativismo financeiro, em Lisboa, contou que nos seus tempos de estudante a maior parte dos colegas elogiava as suas boas notas, considerando-as “resultados merecidos, pelo esforço, pelo trabalho”, mas havia um colega que tinha uma reação diferente, dizia-lhe que “esperava muito pior” e recomendava-lhe “cuidado” para não descer as notas.

“E eu nunca deixei de ser amigo desse meu amigo, e sempre considerei que era uma forma especial de elogio, porque os elogios são um bocadinho moldados de acordo com a personalidade de quem os formula”, afirmou o Presidente da República, provocando alguns risos na sala.

Prosseguindo o paralelo entre os seus resultados escolares e os resultados económicos e financeiros do último ano, acrescentou: “Há quem formule juízos, que eu tomo como elogios, mas que partem do princípio: isto não era expectável - e não era -, foi fruto de um contexto e de muita pressão - porventura, mas de muito trabalho dos portugueses -; cuidado, porque nunca se sabe se não haverá a probabilidade de um resultado menos positivo no futuro”.

“E esse é o lado que eu tomo do elogio como sendo pedagógico”, concluiu.

Antes, Marcelo Rebelo de Sousa salientou os resultados obtidos em matéria de crescimento económico, redução do desemprego, entre outros, e a trajetória das finanças públicas, referindo que se criaram condições para “a possível, embora ainda não decidida, saída do Procedimento por Défices Excessivos”.

Segundo o Presidente da República, esses resultados podem ser vistos face às “expectativas de há um ano” ou com “um juízo de exigência em relação ao futuro”.

“Não podemos ficar pela contemplação daquilo que é a diferença entre as expectativas e a sua superação. Temos de superar a superação”, apelou, insistindo que Portugal precisa “de crescer claramente acima de 2%”.