ETA anuncia que entrega as últimas armas até 8 de Abril
O grupo separatista basco ETA anunciou hoje que desarmar completamente até 08 de abril, de forma unilateral e sem condições, transmitindo os locais onde estão escondidas todas as armas que ainda tem.
“A ETA confiou-nos a responsabilidade de entregar todo o seu arsenal e na noite de 08 de abril estará totalmente desarmada”, disse ao jornal francês Le Monde o dirigente do movimento ecologista e social “Bizi!” Jean-Noël Etcheverry.
Uma fonte da luta antiterrorista espanhola citada pela agência Efe já tinha revelado esta manhã que a ETA iria entregar, através dos meios de comunicação internacionais, uma lista dos locais secretos onde se encontravam as últimas armas, para acelerar o desarmamento do grupo.
A ETA, que lutou durante décadas pela independência do País Basco (Espanha), anunciou a 20 de outubro de 2011 o fim definitivo das suas ações violentas, com as quais se estima tenha morto nos últimos 50 anos cerca de 850 pessoas.
O desarmamento do grupo encontrava-se paralisado porque os Governos espanhol e francês recusavam participar no mesmo.
Até agora, a ETA tentou realizar esse processo de desarmamento através da chamada Comissão Internacional de Verificação, um grupo de especialistas internacionais, e posteriormente com pessoas da sociedade civil do País Basco francês.
A maior parte dos observadores está convencida de que o arsenal atual já é muito reduzido, tendo este desarmamento um caráter simbólico.
A última apreensão de armamento da ETA por parte da polícia francesa, em dezembro passado, limitou-se a 21 espingardas, 25 armas curtas e duas granadas e na altura especulou-se que se tratava de 20 % do arsenal total ainda existente.
Depois de cessar definitivamente com as suas ações violentas, a ETA pretendeu negociar com o Governo Espanhol o seu desarmamento.
Uma delegação do seu “braço” político foi à Noruega e esperou pela presença de representantes do Governo espanhol para realizar essas negociações.
Esta delegação da ETA acabou por ser expulsa daquele país nórdico em fevereiro de 2013 depois de pressões desenvolvidas por Madrid.