PR diz que Portugal precisa de reforçar educação e coesão social, destacando a saúde

10 Nov 2017 / 20:48 H.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse hoje que para Portugal cumprir a sua missão histórica de plataforma entre culturas, precisa de reforçar a educação e coesão social, destacando nesse objetivo a componente da saúde.

O chefe de Estado, que discursava na cerimónia de inauguração das novas instalações da Escola Superior de Saúde do Politécnico do Porto (IPP), perante uma plateia maioritariamente composta por estudantes, lembrou o passado do país para projetar o que entende ser o futuro.

“Para cumprirmos a nossa missão histórica de plataforma entre culturas, civilizações, oceanos e continentes precisamos de reforçar a nossa educação e a nossa coesão social e uma das componentes é a saúde”, disse Marcelo Rebelo de Sousa.

O Presidente da República confessou que sempre foi “um defensor dos politécnicos”, considerando que estas instituições de ensino superior “surgiram em boa hora com objetivos sociais”.

“Ultrapassar o que havia de classista no acesso ao ensino superior, reforçar a coesão territorial, abrir caminho à descentralização e ao sonho regionalizador, oferecer novas pistas para a internacionalização e fazer uma ligação ao tecido empresarial”, enumerou, frisando que foi defensor da convergência de aproximação entre os politécnicos e as universidades, algo que disse existir finalmente hoje o que prova que “o país mudou e mudou para melhor”.

Na sua intervenção, o chefe de Estado referiu-se também à reivindicação dos estudantes, técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica sobre o reconhecimento da carreira.

“Percebo a vossa preocupação. Primeiro porque já tive a vossa idade e depois porque sou o Presidente de todos os portugueses. Eu acompanho e passo a acompanhar mais de perto aquilo que vos preocupa, quer no que diz respeito à certificação, quer do estatuto. Registo os anseios e tomo-os como uma preocupação de que serei portador”, disse Marcelo Rebelo de Sousa, que à entrada da cerimónia recebeu uma carta daqueles profissionais.

Antes do discurso, Marcelo Rebelo de Sousa recebeu o título de honra do IPP, uma condecoração que os responsáveis pela instituição garantiram nunca ter sido entregue a ninguém.

“Um Presidente em exercício não deve aceitar títulos. Eu gosto de fazer surpresas, mas não de ser apanhado. Há aqui uma ligação às raízes. [O Porto] tem um efeito de atração e de sentido coletivo verdadeiramente singular. Começo a ser suspeito de ligação excessiva ao Porto”, gracejou.

A última palavra de Marcelo Rebelo de Sousa foi para os alunos: “Só somos verdadeiramente felizes quando fazemos os outros felizes. Ninguém é feliz sozinho. No vosso caso, na saúde, ainda é mais verdade. Aqueles e aquelas que aqui estão apesar de tudo são privilegiados. Ainda há quem não consiga cá chegar. E quem mais recebe, mas tem de dar. Fazer a felicidade dos outros e dar mais porque recebestes mais. Tenho um grande orgulho em ser presidente de pessoas como todos vós”, concluiu.