Oposição venezuelana condena repressão e acusa Governo de estar à margem da Constituição
O ex-candidato presidencial venezuelano Henrique Capriles Radonski condenou hoje a repressão policial contra uma manifestação da oposição, na terça-feira, em Caracas, e acusou o Governo de Nicolás Maduro de estar à margem da Constituição.
“Os venezuelanos saíram para exigir respeito pela Assembleia Nacional (AN), para que os deputados pudessem realizar sessões. Foi dado um golpe de Estado (...) e o que fez o Governo? Apoiou-se na força pública para reprimir (...) Isso é um delito, isso é violação dos direitos humano”, disse, em comunicado.
Para Capriles, “o Governo escolheu pôr-se à margem da Constituição”.
No comunicado, o também governador de Miranda condenou a a presença, em Caracas, do antigo primeiro-ministro presidente espanhol José Luís Rodriguez Zapatero, como mediador do diálogo (entre o Governo e a oposição), a quem chamou de “agente do Governo” de Caracas.
Capriles pediu aos venezuelanos que mantenham a luta até conseguirem que sejam convocadas eleições no país.
De acordo com a oposição venezuelana, pelo menos 42 pessoas ficaram feridas na terça-feira, numa manifestação contra o Supremo Tribunal venezuelano, que foi reprimida pela polícia e “coletivos”, designação de motociclistas armados afetos ao Governo.
A organização não-governamental (ONG) de defesa dos direitos humanos Foro Penal Venezuelano divulgou uma lista de 16 pessoas que foram detidas em Caracas, durante a manifestação.
Além da capital, foram detidas três pessoas na Ilha de Margarita (nordeste) e uma na cidade de Valência, também durante protestos contra o Supremo Tribunal, acrescentou a ONG.