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Mike Pompeo conta trabalhar com europeus para novo acordo nuclear

FOTO Reuters
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O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, afirmou numa entrevista divulgada hoje que conta trabalhar com os europeus para se conseguir um novo acordo e contrariar “o comportamento nefasto” do Irão.

O Presidente Donald Trump anunciou na terça-feira que os Estados Unidos abandonam o acordo nuclear assinado em 2015 entre o Irão e o grupo 5+1 (os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança - Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido -- e a Alemanha).

Na sexta-feira a chefe da diplomacia da União Europeia, Federica Mogherini, vincou a determinação da Europa de cumprir o acordo, que permitiu o levantamento gradual das sanções económicas e financeiras internacionais ao Irão em troca do compromisso de Teerão de limitar o seu programa nuclear a fins civis.

“A retirada (do acordo) não visava os europeus”, declarou Mike Pompeo à cadeia televisiva Fox.

“Espero que nos próximos dias e semanas possamos chegar a um acordo que funcione verdadeiramente, que proteja realmente o mundo face ao mau comportamento iraniano, não apenas em relação ao seu programa nuclear, mas também em relação aos seus mísseis (...). E trabalharei estreitamente com os europeus para tentar alcançá-lo”, adiantou.

Ao anunciar a retirada do acordo, Trump indicou que iria reintroduzir uma série de sanções visando empresas tanto norte-americanas como estrangeiras que negoceiam com o Irão, o que inclui muitas companhias europeias.

A decisão norte-americana impõe às empresas estrangeiras prazos muito curtos, na ordem de três a seis meses, para se retirarem do Irão, proibindo a realização de novos contratos, sob pena de sofrerem sanções dos Estados Unidos, tendo sido classificada de “inaceitável” pelo chefe da diplomacia francesa.

“Os europeus não têm de pagar pela retirada dos Estados Unidos de um acordo, para o qual eles próprios contribuíram”, disse Jean-Yves Le Drian em declarações divulgadas na quinta-feira no ‘site’ do diário francês Le Parisien.

“Entre europeus, temos de aplicar as medidas necessárias para proteger os interesses das nossas empresas e iniciar negociações com Washington sobre este assunto”, adiantou.