Guterres exorta Nações Unidas a reforçarem cooperação no combate ao terrorismo
O secretário-geral da ONU, António Guterres, exortou ontem os estados-membros das Nações Unidas a intensificarem a cooperação na luta contra o terrorismo, que “divide as comunidades, exacerba os conflitos e desestabiliza as regiões”.
Na abertura da primeira conferência mundial da ONU sobre esta questão, António Guterres sublinhou que “a principal prioridade consiste no dever de trabalhar em conjunto” e enfatizou a necessidade de “melhorar a cooperação internacional e a partilha de informações, de garantir novas parcerias para encontrar soluções práticas”.
Organizada durante dois dias, a conferência, que reúne responsáveis de dezenas de agências anti-terroristas, inclui sessões à porta fechada e outras abertas a representantes da sociedade civil.
Na quarta-feira os Estados Unidos anunciaram uma redução do seu nível de representação na conferência e um corte de dois milhões de dólares (1,7 milhões de euros) nos seus compromissos financeiros para o Gabinete anti-terrorista da ONU criado em 2017, em protesto contra a não participação das sociedades civis no conjunto da conferência.
António Guterres não mencionou estas críticas, e assinalou que “a natureza transnacional do terrorismo implica uma cooperação multilateral”.
Para além deste objectivo, acrescentou, a conferência deve permitir “focalizar-se na prevenção” e menos na gestão das consequências dos ataques, e ainda na preservação dos direitos humanos na luta anti-terrorista.
As derrotas militares do grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico (EI) na Síria e Iraque em 2017 traduziram-se por “combatentes terroristas estrangeiros em movimento, que regressam aos seus países ou se dirigem para novos teatros de conflito, disse ainda o secretário-geral da ONU.