Activistas vão lançar panfletos para a Coreia do Norte para informar da morte de Kim Jong-Nam
Meio-irmão do ‘Grande Líder’ Kim Jong-un foi morto por envenenamento na Malásia
Activistas sul-coreanos anunciaram hoje que vão enviar, através de balões, milhões de panfletos para o outro lado da fronteira, dando conta da morte por envenenamento de Kim Jong-Nam, meio-irmão do líder norte-coreano, Kim Jong-Un.
Desconhece-se quantos norte-coreanos estarão a par do destino de Kim Jong-Nam, que foi assassinado com o agente nervoso VX, no aeroporto de Kuala Lumpur, capital da Malásia, em 13 de fevereiro, alegadamente por duas jovens que estariam ao serviço de Pyongyang.
A Coreia do Norte refutou qualquer envolvimento no assassínio e acusou a Malásia de conspirar com a Coreia do Sul, enquanto se referia à vítima como “Kim Chol, cidadão com passaporte diplomático” e sem mencionar a relação de parentesco com Kim Jong-Un.
Os panfletos -- que vão ser enviados para o outro lado da fronteira através de balões gigantes -- contêm detalhes do assassínio e fotografias de Kim sentado numa cadeira, com um ar moribundo, no aeroporto, após o ataque.
O texto descreve o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-Un, como “um diabo que matou o seu próprio irmão”.
“Vamos começar a lançar os panfletos em meados de março”, afirmou Park Sang-Hak, um proeminente ativista e desertor que lidera o grupo ‘Lutadores por uma Coreia livre”.
O objetivo é “fazer com que os nossos compatriotas norte-coreanos saibam do ato de extrema brutalidade cometido por Kim Jong-Un”, afirmou, em comunicado.
As notícias do mundo são banidas ou altamente censuradas na Coreia do Norte, dado que a ‘dinastia’ Kim governa a pobre e isolada nação com mão de ferro.
Os panfletos também reproduzem informações da agência de serviços secretos de Seul de que Kim Jong-Un executou muitos membros do regime de Pyongyang e ordenou o assassínio do meio-irmão para fortalecer a sua liderança.
Ativistas sul-coreanos, incluindo muitos desertores norte-coreanos, têm enviado panfletos rumo a Norte há anos, gesto que enfurece Pyongyang, cujo regime ameaçou, por vezes, retaliar com ataques militares.
Poucos dias depois da morte de Kim Jong-Nam, a Coreia do Sul também anunciou que iria recorrer aos seus altifalantes instalados na fronteira com a Coreia do Norte para dar conta da morte do meio-irmão do líder norte-coreano.
A medida destina-se a “oferecer a informação necessária ao povo e aos soldados norte-coreanos”, afirmou, na altura, o porta-voz do comando conjunto das forças sul-coreanas, Noh Jae-chon, em conferência de imprensa.