PSD-Madeira não larga Cafôfo, critica Célia Pessegueiro e diz que Funchal “definha e degrada-se como nunca”

16 Mai 2018 / 13:43 H.

O PSD-Madeira, através do secretário-geral Rui Abreu, voltou esta quarta-feira à carga sobre Paulo Cafôfo e agora também sobre Célia Pessegueiro (na sequência da notícia publicada na edição impressa do DIÁRIO desta quarta-feira), ainda na ressaca da contenda entre a Água e Resíduos da Madeira (empresa pública do Governo Regional) e a Câmara do Funchal.

Numa nota de imprensa intitulada ‘Meter a foice para tentar salvar a seara alheia’, assinada pelo secretário-geral do partido, Rui Abreu, o PSD-Madeira começa por dizer que “os funchalenses já perceberam que o problema da CMF é não cumprir o que assinou, não respeitar os acordos judiciais e colocar em causa os serviços prestados pela ARM nos outros concelhos”.

“A este problema soma-se um outro entretanto revelado: a dívida da CMF à ARM não diminuiu, ao contrário do que atabalhoadamente o executivo da CMF tentou fazer passar na opinião pública. Pelo contrário, aumentou de 11,6 milhões de euros para 20,1 milhões. Este aumento de 80% ocorreu ao longo dos últimos 4 anos e meio sob gestão do actual executivo. Tal constatação não deixa de ser estranha porque todos os funchalenses andavam convencidos de que tinha havido um “milagre” nas finanças camarárias. Afinal, é mesmo verdade que mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo”, diz Rui Abreu.

“Entrementes, e em certo desespero de causa, o PS mandou uma vice-presidente, disfarçada convenientemente de autarca, tentar desviar atenções do sarilho que eles próprios criaram. Como sempre, o problema nunca é da CMF, é dos outros, é de uma cabala, é dos “cobardes”, para utilizar a expressão da vice-presidente do PS, disfarçada de autarca. Mas cobardes são as pessoas que mentem sobre os números que apresentam, que intoxicam a opinião pública com falsidades, que se prestam ao papel de idiotas úteis para proteger outros e que fazem notícias anónimas para tentar salvar a face. Cobardes são as pessoas que se julgam acima dos outros e que não comparecem na ALM para esclarecer os deputados legitimamente eleitos pela população da Madeira. Cobardes são as pessoas que deixam a CMF em gestão de navegação à vista enquanto andam a fazer promessas e a vender banha de cobra pela ilha, provavelmente as mesmas promessas que também fizeram numa recente campanha eleitoral e cuja validade durou três semanas”, acrescenta.

Rui Abreu vai mais longe e afiança: “Enquanto isso a cidade definha e degrada-se como nunca. O presidente da CMF não aparece a não ser nos jornais, não assume os seus problemas e deixa o seu executivo minar-se na falta de credibilidade que, evidentemente, também o afecta. Outros, por ele, vêm falar em cobardia quando o maior cobarde é aquele que se esconde e que não dá a cara. E que assobia, literalmente, para o lado”.