Pedro Gadanho diz-se satisfeito por ter tornado o MAAT uma “referência internacional”

Lisboa /
04 Set 2018 / 01:00 H.

O arquitecto e ‘designer’ Pedro Gadanho disse hoje à agência Lusa que está “muito contente” com o trabalho que desenvolveu no Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia (MAAT), em Lisboa, porque se tornou “numa referência nacional e internacional”.

A Fundação EDP anunciou esta segunda-feira que Pedro Gadanho irá deixar a direcção do museu, ao fim de um contrato de três anos, decisão tomada por “mútuo acordo”, mas que irá assegurar um período de transição, até 30 de junho de 2019, para a escolha de um novo director.

Contactado pela Lusa, o arquitecto confirmou que sairá por mútuo acordo, e que os seus objectivos “estão concretizados”: “Ajudei a criar um novo museu em Lisboa que se tornou uma referência a nível nacional e internacional. Estou muito contente com o trabalho feito”, disse.

Sobre se já tem outro projecto para depois da saída do MAAT, onde permanecerá ainda quase um ano, Pedro Gadanho disse: “Não tenho outro projecto em vista. Há sempre bons momentos para tomar novas decisões”.

“Chegámos à conclusão de que junho do próximo ano seria uma boa altura para concluir o trabalho feito, e dar espaço para outro director entrar. Espero que seja alguém que venha manter o mesmo nível que aqui deixo. Acredito que sim, porque há muita gente com capacidade”, comentou.

Pedro Gadanho disse que, até Junho do próximo ano, quer dedicar-se “a concretizar uma belíssima programação” que já se encontra delineada, e foi aprovada pela administração da fundação.

O arquitecto disse estar muito satisfeito com o desafio que aceitou da Fundação EDP, em 2015, para abrir o novo museu: “Voltei a Portugal para isto, e saí de uma instituição muito importante”, o MoMA - Museu de Arte Moderna, em Nova Iorque, onde era curador do departamento de arquitectura e ‘design’, desde janeiro de 2012.

Pedro Gadanho foi contratado para director do MAAT por um período de três anos, iniciado em 2015, um ano antes da inauguração do museu, em Belém, que celebra em outubro próximo dois anos de abertura ao público.

Nascido na Covilhã, em 1968, o director de programação do MAAT é licenciado em Arquitectura, pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP), mestre em Arte e Arquitectura pelo Kent Institute of Art and Design do Reino Unido, e doutorou-se em Arquitetura e Mass Media pela FAUP, onde também foi docente.

Foi professor convidado em várias instituições europeias, incluindo a BIArch- Barcelona Institute of Architecture, na capital catalã, e a Ecole Spéciale d’Arquitecture (ESA), em Paris.

Foi ainda cofundador e diretor do Centre for Contemporary Urban Culture (CUC), tendo feito parte do conselho estratégico do pavilhão britânico da Bienal de Veneza de 2010 e da DAC/REALDANIA Urban Futures Think Thank em 2011, em Copenhaga.

Em Portugal, foi curador da representação portuguesa na Bienal de Arquitectura de Veneza de 2004, da Exposição Nacional de Arquitectura “Habitar Portugal 06-08”, para a Ordem dos Arquitectos, da Mostra “100 anos de Interiores”, do Museu do Design e da Moda (MUDE), em Lisboa, e de uma intervenção no espaço público com performances de arquitectura para a Guimarães - Capital Europeia da Cultura 2012.

Pedro Gadanho foi ainda editor da revista BEYOND, Short Stories on the Contemporary, do ‘blog’ ShrapnelContemporary e co-autor de duas séries de televisão sobre arquitectura, entre 2000 e 2003.

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