Hugo Brazão liga Casa das Mudas e Galeria dos Prazeres na sua primeira exposição

‘Colmatar O Hiato, Tapar Buracos ou Como Adiar Um Problema Eminente’ abre no próximo sábado

11 Out 2017 / 09:52 H.

No próximo dia 14 de Outubro o artista plástico madeirense Hugo Brazão apresenta a sua primeira exposição individual: ‘Colmatar O Hiato, Tapar Buracos ou Como Adiar Um Problema Eminente’. Este projecto resulta de uma parceria entre o MUDAS - Museu de Arte Contemporânea da Madeira e a Galeria do Prazeres e terá abertura simultânea nos dois espaços, ocupando as salas da galeria de exposições temporárias do MUDAS e a Galeria dos Prazeres.

Esta exposição assume-se como “uma espécie de manifesto de intenções, retratando um dos paradigmas da pós-modernidade: os simulacros, estratégias de simulação que desfazem a ilusão da diferença entre o que parece ser e aquilo que é”. Assim, ‘Colmatar O Hiato, Tapar Buracos ou Como Adiar Um Problema Eminente’ traduz “um exercício de mediação entre a ficção e a realidade, um ensaio sobre a existência utópica de uma ligação física entre os dois espaços expositivos, um túnel de 3.9km de comprimento que une a Casa das Mudas à Galeria dos Prazeres”.

Este projecto inclui pintura, escultura e instalação e poderá ser visitado até Janeiro de 2018, simultaneamente, na Casa das Mudas e na Galeria dos Prazeres.

Sobre o artista

Hugo Brazão, nascido na Madeira em 1989, reside em Londres desde 2013. É formado em Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, tendo posteriormente concluído um Master in Fine Art’s pela Central Saint Martins University of the Arts (Londres). Em 2012 participou num programa de intercâmbio na Academia Imperial das Artes em São Petersburgo (Rússia). Entre 2011 e 2013 trabalhou como assistente da artista plástica Ana Vidigal no seu estúdio de Lisboa e, mais tarde, já em Londres, com Sarah Dwyer.

Com um percurso marcado por colaborações em diversas exposições coletivas em contexto nacional e internacional, relevam-se as participações no Laguna Art Prize 2017 (Veneza, 2017); na The Big Space Exhibition – Central Saint Martins (CSM), (Londres, 2015); no projeto Trap/Game – Elthorne Studios (Londres) e na mostra Tomorrow, Today – Bargehouse, OXO TOWER (Londres, 2014). Tem participado em vários projetos de residência artística tendo sido galardoado com o prémio Helen Scott Lidgett Studio Award 2015/2016, integrado no Acme Residency & Awards Programe, do qual resultou a sua participação na exposição Wherewithal na Peer Gallery (2016).