Sindicato desafia Antram para reunião na quinta-feira

Lisboa /
14 Ago 2019 / 16:40 H.

O porta-voz do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), Pedro Pardal Henriques, desafiou hoje a Antram para uma reunião, na quinta-feira, às 15 horas, na Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT), em Lisboa.

“Queria lançar aqui um desafio público ao dr. André Almeida, à Antram, para que amanhã [15 de Agosto], às 15 horas, possa estar na DGERT para falar connosco”, disse Pardal Henriques, em declarações aos jornalistas, em Aveiras de Cima.

O porta-voz do SNMMP desafiou, assim, os responsáveis da Antram a sentarem-se à mesas das negociações, para encontrar uma proposta que agrade a ambas as partes para fazer terminar a greve.

“Cabe à Antram dar um passo atrás para evitar o caos em Portugal. A tendência é piorar”, afirmou.

Para Pardal Henriques, se não houver entendimento, a responsabilidade do que poderá acontecer no futuro cabe ao Governo e à Antram. O advogado pediu ainda aos governantes para terminar, com o que considera ser “uma palhaçada”.

“A responsabilidade do que virá daqui para a frente cabe única e exclusivamente à Antram, ao Governo e ao dr. André Almeida, que tem proferido expressões lamentáveis contra estes motoristas”, frisou.

Por seu lado, Pardal Henriques garantiu que as negociações só decorrerão com o advogado presente e não com o presidente do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), como a Antram pretende.

Sobre o ambiente de greve em Aveiras de Cima, a Lusa pôde constatar no local que é quase nula a saída de camiões-cisterna da Companhia Logística de Combustíveis (CLP), tendo saído cerca de 20 escoltados, entre as 15h30 e às 17 horas, pelas forças de segurança.

Os motoristas de matérias perigosas e de mercadorias cumprem hoje o terceiro dia de uma greve por tempo indeterminado, que levou o Governo a decretar uma requisição civil na segunda-feira à tarde, alegando incumprimento dos serviços mínimos.

Na terça-feira, o ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes, disse que 14 trabalhadores não cumpriram a requisição civil decretada pelo Governo.

Hoje de manhã, o porta-voz do sindicato dos motoristas de matérias perigosas disse que os trabalhadores não vão cumprir serviços mínimos nem a requisição civil, em solidariedade para com os colegas que foram notificados por não terem trabalhado na terça-feira.

A greve que começou na segunda-feira, por tempo indeterminado, foi convocada pelo Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM), com o objectivo de reivindicar junto da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram) o cumprimento do acordo assinado em maio, que prevê uma progressão salarial.