Mau tempo deixa prejuízo de milhões em vários concelhos do continente

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17 Out 2018 / 17:56 H.

Cinco milhões de euros de prejuízos na Marinha Grande

Os prejuízos provocados pelo furacão Leslie no concelho da Marinha Grande, no distrito de Leiria, rondam os cinco milhões de euros, anunciou hoje a autarquia.

Numa nota enviada à agência Lusa, a presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Cidália Ferreira (PS), informa que os “danos públicos e de particulares provocados pela tempestade Leslie no concelho estão, neste momento, estimados em cerca de cinco milhões de euros”.

Cidália Ferreira acrescenta na mesma nota que “os serviços municipais estão a fazer o levantamento exaustivo de todas as situações de prejuízo”, para que sejam depois comunicados à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro.

“Temos garantida a reabertura no dia de amanhã (18 de Outubro) da única escola sob a tutela do Município que ainda permanecia encerrada, depois da resolução das principais reparações na escola do 1º ciclo do ensino básico da Praia da Vieira”, revela a presidente citada na nota.

Cidália Ferreira adiantou ainda que as equipas do Município continuam no terreno a “proceder às operações de limpeza e reparação dos estragos decorrentes da tempestade que assolou o concelho, no último fim de semana”.

Condeixa-a-Nova com prejuízos de quatro milhões de euros

Os prejuízos provocados pela tempestade Leslie no concelho de Condeixa-a-Nova, no distrito de Coimbra, ascendem a cerca de quatro milhões de euros, disse hoje à agência Lusa o presidente da Câmara, Nuno Moita.

De acordo com estimativas provisórias da autarquia, mais de metade daquele montante (cerca de dois milhões e 570 mil euros) relaciona-se com os estragos ocorridos em empresas de diversos estores de actividade, excluindo o setor agrícola, cujos danos, designadamente em estufas, representam cerca de 400 mil euros.

As infra-estruturas e equipamentos municipais sofreram prejuízos avaliados em perto de um milhão de euros, cerca de 600 mil euros dos quais dizem respeito às piscinas municipais, cuja reparação deverá demorar quatro/cinco meses, admitiu Nuno Moita, adiantando que, para tornar o processo menos moroso, a obra será adjudicada por ajuste directo.

Os prejuízos provocados pelo temporal em habitações e outras edificações estão calculados em cerca de 150 mil euros, disse ainda o presidente da Câmara, recordando que cinco famílias ficaram desalojadas (entretanto realojadas pela Câmara) e prevendo que possam regressar às suas casas dentro de pouco tempo, “talvez cerca de 15 dias”.

Estes valores referem-se apenas a “prejuízos directos”, sublinha o autarca, referindo que há empresas do concelho, designadamente de cerâmica, que tiveram de reduzir ou mesmo interromper a laboração.

Os estragos provocados no concelho de Condeixa-a-Nova ocorreram em “apenas minutos”, que foi o espaço de tempo em que a tempestade Leslie ali se manifestou, refere Nuno Moita, para sublinhar a sua violência.

Naquele período caíram mais de três centenas de árvores e registaram-se cerca de 60 interrupções de estrada, acrescenta o autarca, destacando a “actuação excepcional” dos Bombeiros Voluntários da vila.

Condeixa-a-Nova foi um dos seis concelhos do distrito de Coimbra que accionaram o Plano de Emergência Municipal, na sequência da tempestade, que se fez sentir com maior intensidade neste distrito, segundo a Autoridade Nacional de Protecção Civil.

Durante uma visita, na terça-feira, a alguns dos locais atingidos pelo temporal no concelho de Condeixa-a-Nova, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, assegurou que vão existir os recursos necessários para apoiar as populações e as autarquias afectadas pela tempestade Leslie.

Mais de 21 milhões de euros de prejuízos em Montemor-o-Velho

A passagem da tempestade Leslie por Montemor-o-Velho causou prejuízos superiores a 21 milhões de euros, de acordo com uma primeira estimativa divulgada hoje pela autarquia, que admite que este montante “pode vir ainda a aumentar”.

A estimativa, que foi comunicada à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDR), resulta de “um levantamento exaustivo dos danos e prejuízos causados pela tempestade” que assolou este concelho do distrito de Coimbra e grande parte da região Centro do país.

“Mais de 40 colaboradores da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, todos os presidentes de Junta e as suas equipas, voluntários e particulares fizeram uma recolha exaustiva directamente junto dos lesados”, explica o presidente do município, Emílio Torrão, em nota enviada hoje à agência Lusa.

Desde domingo, dia em que o concelho foi visitado pelo ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, foram recolhidos mais de 1.500 processos. Os prejuízos em habitações permanentes, unidades económicas, equipamentos associativos, recreativos, desportivos e IPSS e de infra-estruturas e equipamentos municipais foram avaliados em 11.292.395 euros.

A este montante junta-se a estimativa de dez milhões de euros de prejuízos sofridos pelos agricultores do concelho, segundo uma levantamento que está a ser conduzido pela Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Centro, com o apoio da autarquia. Como este levantamento está ainda a decorrer no Baixo Mondego, admite-se que o montante dos prejuízos participados venha ainda a aumentar.

A autarquia relembra que, na segunda-feira, o secretário de Estado da Agricultura e Alimentação, Luís Medeiros Vieira, anunciou, em Montemor-o-Velho, a atribuição de apoios a fundo perdido no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural PDR2020 para infra-estruturas, instalações e equipamentos agrícolas e também para perdas em animais e culturas permanentes.

Em relação às culturas anuais, o governante informou que os danos estão cobertos pelo Sistema de Seguros de Colheitas, financiado pelo Ministério da Agricultura a 60%, relembra a autarquia.

A passagem do furacão Leslie por Portugal, onde chegou como tempestade tropical, provocou 28 feridos ligeiros e 61 desalojados, 57 dos quais no distrito de Coimbra.

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