Madeira terá hospital de segunda linha na contenção do coronavírus

11 Fev 2020 / 20:24 H.

A directora-geral da Saúde, Graça Freitas, garantiu hoje que Portugal tem “um robusto dispositivo de saúde pública” activado para o novo coronavírus e disse que já estão a ser identificados “hospitais de segunda linha”, entre os quais um na Madeira.

Numa conferência de imprensa em Lisboa, Graça Freitas disse que as regiões autónomas são a grande prioridade agora, no sentido de se prepararem para fazer localmente os testes e análises ao novo coronavírus, designado pela OMS como Covid-19.

Actualmente são em Lisboa e Porto os hospitais de referência (Curry Cabral em Lisboa e São João no Porto) mas a Direção-Geral da Saúde (DGS) está “a identificar hospitais de segunda linha” de contenção, que serão nos Açores, na Madeira, em Coimbra e no sul do país (não garantiu que seja em Faro).

“Com as administrações regionais de saúde estamos a identificar quais os hospitais para enviar doentes. Serão de segunda linha de contenção. Depois ou a doença fica por aí ou escala, e nessa outra fase todos os hospitais atenderão doentes, já com outros requisitos”, explicou Graça Freitas, referindo-se a uma hipótese de haver uma escalada mundial de disseminação do vírus, por enquanto muito circunscrito à China continental.

Hospitais de segunda linha, explicou, serão hospitais preparados com quartos, equipamentos, equipas técnicas e laboratórios, para o caso de ser necessário. “Se for necessário os doentes internam-se lá, estão preparados, não estão activados”, precisou.

Hoje, disse Graça Freitas, reuniu-se a Comissão Coordenadora de Emergência, que junta a DGS e parceiros como o INEM, o Instituto Ricardo Jorge, o Infarmed e as Administrações Regionais de Saúde, para preparar uma resposta ao vírus, se necessário.

“Dentro desta preparação estamos em fase de contenção. O sistema de detectar precocemente casos suspeitos tem funcionado até à data”, afirmou a responsável, lembrando que já seis pessoas foram internadas nos hospitais de referência por suspeita de infecção por Covid-19 e que todas deram negativo.

Graça Freiras frisou que Portugal tem capacidade para detectar e transportar em segurança para um hospital de referência um caso suspeito e que se um dia tem de facto um caso tem capacidade para isolar e tratar o doente e “rastrear os contactos”.

O novo coronavírus detectado na China já provocou mais de 43 mil infectados e mais de mil mortos, sendo que apenas uma das vítimas mortais ocorreu fora da China, nas Filipinas.