Luanda Leaks ganha força com ligação ao hacker Rui Pinto

O recorde de propostas de alteração ao orçamento também está em destaque

28 Jan 2020 / 10:06 H.

O caso Luanda Leaks veio para ficar e hoje volta às capas dos jornais nacionais com a novidade de que o hacker português Rui Pinto estará na origem da denúncia. “Denunciante ou criminoso?”, questiona o Diário de Notícias, dando meia página à imagem do jovem que está detido, acusado de 90 crimes, incluindo extorsão. A manchete é para as propostas de alteração ao Orçamento de Estado. 1.300 propostas foram entregues, um recorde. Em grande, a apresentação dos resultados da Boing amanhã e uma chamada para a negociação pós-Brexit.

“Voam 73 milhões por aval a de gestor morto”, noticia o Correio da Manhã na sua notícia principal. O dinheiro passou da conta da Sonagol no Eurobic para empresa de Isabel dos Santos, afirma o jornal, que apresenta o documento. “Provas conseguidas por Rui Pinto tramam ‘princesa’ angolana, acrescenta ainda. Na imagem, a vitória do Sporting frente ao Marítimo por 1-0. “Regresso ao pódio”, lê-se.

Rui Pinto sabia que tinha encontrado coisas sérias e graves. O advogado do hacker disse ao jornal i que “ir para uma prisão de alta segurança era uma preocupação que Rui Pinto não tinha antes do Luanda Leaks”. Outra notícia em grande na edição de hoje deste jornal tem como título “Guerra na direita. Chega ataca CDS”. André Ventura recomenda a Francisco Teixeira que se preocupe mais com o seu partido “a cair aos bocados”, do que com o Chega. Ainda o destaque para o sítio da Assembleia da República que colapsou temporariamente devido ao grande número de propostas de alteração ao OE submetidas. Ainda na primeira, a Universidade de Aveiro, que afirma que a qualidade da água em Lisboa pode estar comprometida, de que os portugueses que estão na China ficarão de quarentena em Portugal, e do Livre, que adiou a decisão relativa à deputada Joacine Katar Moreira para quinta-feira.

“Rui Pinto não acredita que Luana Leaks lhe dê já estatuto de denunciante”, diz a manchete do JN. Em grande na fotografia: “Governo quer aliviar urgências”, o objectivo é reduzir 190 mil doentes nos hospitais este ano. Nas chamadas, a notícia de que 36 morreram neste Inverno por se aquecerem em casa.

No caso Luanda Leaks, o Público dá conta de que o Governo angolano já pediu formalmente ajuda da Portugal. No caso do roubo de armas de Tancos, o juiz Carlos Alexandre faz cem perguntas, mas não desiste de chamar António Costa. Sobre o Orçamento, a “coligação negativa” quer mais dinheiro para passes socias. O PS acaba com Vistos Gold em Lisboa e no Porto e mexe no “‘eldorado’” fiscal. Em destaque no cabeçalho a visita do primeiro-ministro israelita aos Estados Unidos.

O Negócios pega também pelas finanças. Alterações ao OE penalizam investimento de estrangeiros. Reformados não residentes passam a pagar 10% de IRS. O matutino dá conta ainda do impacto do novo coronavírus nos mercados. Ganhos do ano na bolsa na China praticamente anulados.

Os leões voltam ao terceiro lugar depois da vitória de ontem. “Pelo ângulo certo”, coloca em título A Bola, que diz no cabeçalho que Sérgio Conceição sai no final da época. O Jogo coloca no título: “À terceira foi de vez”; e o Record ‘Herói improvável”. Fala de Borja, que marcou o único golo do jogo.